Ataque contra as mulheres
Direita fundamentalista saiu às ruas na Argentina no último sábado (28) contra o projeto de lei do presidente Augusto Fernandez que legaliza o aborto no país
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
protesto-antiaborto-argentina (1)
Demagogia foi amplamente utilizada nos protestos "pró vida" na Argentina no último fim de semana | Foto: Matias Baglietto/Reuters

A direita fundamentalista fez mais uma ofensiva contra o direito das mulheres, desta vez na Argentina, onde no último sábado (28) manifestações foram convocadas em várias cidades do país contra o projeto de lei apresentado pelo presidente Alberto Fernandez sobre a legalização do aborto no país. Em Buenos Aires, os protestos se concentraram em frente a Casa Rosada, sede do governo. Grupos ligados as igrejas, tanto católicas quanto evangélicas, vale lembrarmos que o apelo religioso pelo catolicismo é muito grande no país, devido ao papa Francisco ser argentino, e grupos que se intitulam “pró vida” saíram em defesa de que mais um direito das mulheres seja-lhes negado.

Este é mais um episódio da ofensiva da direita e extrema direita contra todas as mulheres, pois o aborto é utilizado como forma de julgamento moral e não é tratado como realmente deve ser tratado, como uma questão em que a mulher decida sobre querer ou não a maternidade além de todas as questões de saúde pública, econômica e social que envolve o direito ao aborto seguro. Milhares de mulheres morrem todos os anos no mundo devido a procedimentos de emergência e mal sucedidos do aborto, e essas mortes ocorrem justamente pela omissão do Estado e pela campanha da direita e extrema direita contra os direitos básicos das mulheres, ao mesmo tempo que fazem demagogia com a falsa preocupação com a vida, enquanto várias mulheres perdem suas vidas simplesmente porque o Estado e a sociedade conservadora lhes nega e lhes julga por algo que não deveria ser questionado, mas sim um direito irrestrito para sua emancipação social. A questão do aborto trata-se de uma questão de saúde pública e principalmente do direito da mulher em decidir sobre seu corpo, sua vida financeira, familiar, entre tantas outras questões que envolvem a sua vida, principalmente a sua emancipação social.

A emancipação social das mulheres não acontece na sociedade capitalista justamente porque esse não é o planejado pelo regime para com elas, muito pelo contrário, no capitalismo vemos que as mulheres se tornaram ainda mais a parcela da classe trabalhadora mais oprimida e explorada, tudo isso encoberto com uma imagem identitária de que as mulheres estão conseguindo igualdade na sociedade, mas o que vemos é que quando ocorrem as crises econômicas e os ataques aos direitos dos trabalhadores as mulheres são as mais prejudicadas e as primeiras a serem atingidas.

Enquanto a direita se preocupa com o “direito a vida” milhões de mulheres continuam sendo atacadas pela mesma direita sem ter o mínimo de direitos preservados, uma grande demagogia e hipocrisia aliada a uma moral e fundamentalismo que são o verdadeiro sinônimo do retrocesso social da classe trabalhadora. Diante disso, as mulheres e os partidos de esquerda, tanto na Argentina como em toda a América Latina, devem se organizar e exigir que os direitos das mulheres sejam preservados, a começar pelo aborto, uma das principais reivindicações da luta das mulheres. Somente com a organização das trabalhadoras pelos seus direitos e pelo governo operário é que será conquistado a verdadeira emancipação social de toda a classe das mulheres trabalhadoras.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas