Política ditatorial
Para não gastar no combate a pandemia burguesia abusa da demagogia e repressão ao povo
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Não é em festa que a população de Campo Grande (MS) se aglomera, é no transporte diário | Foto: Reprodução / Rgb union

O prefeito reeleito de Campo Grande (MS), Marquinhos Trad (PSD), decretou nessa quarta feira (25/11) a volta do toque de recolher na cidade, entre meia noite e 5 horas da manhã. A medida entrará em vigor a partir dessa sexta feira (27/11) e foi anunciada após uma elevação muito grande dos casos de Covid-19 na última semana. A decisão foi tomada sem que nenhum sindicato ou entidade social fosse consultada.

O decreto proíbe a “circulação de pessoas, exceto quando necessária para acesso aos serviços essenciais e sua prestação, comprovando-se a necessidade ou urgência”. A prefeitura também anunciou que haverá blitzes em festas, monitoramento do trânsito e fiscalização de estabelecimentos comerciais. Os mais visados serão os jovens, que segundo os autores da medida são os mais propensos a festas e aglomerações. O secretário da Sesau José Mauro chegou a afirmar que “muitos jovens entre 20 e 40 anos estão testando positivo e contaminando seus pais, avós. É uma tendência que pode aumentar o número de óbitos daqui 15 dias”.

O toque de recolher é uma medida extrema, uma violência contra a população, algo compatível com um regime ditatorial. A medida é, em última análise, uma propaganda espalhafatosa para a classe média. A maior parte da população de Campo Grande é composta de trabalhadores empobrecidos pela crise que não vão a festas na madrugada, sobretudo durante os dias úteis, este é um hábito restrito a uma porção da classe média. Além do mais, as pessoas se aglomeram mesmo, e às multidões é durante o dia nos precários meios de transporte público da cidade. Sobre isso nada foi dito na reunião dos representantes da burguesia.

A população de Campo Grande sofre com avanço do Covid-19, mesmo com toda a manipulação dos governos para ocultar os dados reais da pandemia, na última semana foram registrados 2.977 novos casos em Campo Grande, um aumento de 59,7% em comparação com a semana anterior. Estima-se que sejam quase 18 novos casos em média por hora, o que é muito para uma população que não passa de 900 mil habitantes.

A cidade sabe que não pode contar com ação do poder público, principalmente com a prefeitura que se nada fez para conter o vírus e ainda por cima usa o aparelho repressivo do Estado para sufocar e perseguir a população. Países muito mais pobres que o Brasil fazem um enfrentamento real a pandemia e conseguem proteger sua população, um bom exemplo disso é Cuba onde os gigantescos aparatos médico e social do Estado atuaram de forma preventiva fazendo os níveis de contágio e morte serem praticamente insignificantes.

O combate a pandemia é tarefa do Estado e deve priorizar os mais vulneráveis, ou seja os mais pobres. Nesse sentido, deveria ser prioridade reduzir o desemprego reduzindo-se a jornada de trabalho para 6 horas diárias e proibindo-se as demissões. O SUS (Sistema Único de Saúde) deveria ser abastecido de recursos para melhorar sua infraestrutura e aumentar o seu quadro de pessoal, sobretudo de profissionais da linha de frente de combate a pandemia. Sabemos é claro que estas medidas jamais serão tomadas por governos burgueses como o de Campo Grande, para isso a população deveria ir às ruas em todos o país em grandes atos de protestos, a única forma de reivindicação que a burguesia entende e teme.

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