Direita racista ataca mulher negra na Bahia

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Na última semana mais um caso de ataque da direita racista veio a tona. Desta vez, o caso se deu com uma cabeleireira do estado da Bahia, Iaina Fernanda Pereira, que trabalha na profissão há três anos e sempre usou as redes sociais como meio de divulgação de seu trabalho, logo seu contato esteve sempre disponível para seus respectivos clientes, não imaginando que por lá sofreria ataques racistas como relatado por ela.

Iaina relatou que por meio de uns desses canais de divulgação recebeu ofensas de cunho racista e xenofóbicas, “preta macaca”, “cabelo duro”, “baiano é muito lerdo” foram as ofensas feitas a cabeleireira, as mesmas que foram  enviadas muito provavelmente por um cãozinho da direita que escapou do canil com o golpe.

A mesma denunciou o caso à Polícia Civil e ao Ministério Público do Estado. É preciso ressaltar, que além de denunciar o caso de racismo, é preciso dizer que casos como esses vêm acontecendo justamente pelo avanço do golpe de estado, o mesmo que fez com que a direita e sua ala mais obscura representada pelos fascistas, se sentissem a vontade para entrar em cena e fazer os ataques mais pérfidos contra setores que já são extremamente oprimidos por aqueles que deram o golpe.

Logo, a resolução contra o racismo e consequentemente contra toda opressão sofrida pelos negros, não está na via institucional. É preciso que todos os setores oprimidos se organizem diante da luta política, aqui em destaque a população negra, somente com sua organização será possível uma resposta a altura que se oponha a opressão que é sustentada pelo Estado burguês.

Portanto, a luta contra o racismo efetivamente é a luta contra o golpe, principal responsável pelo avanço da extrema-direita que se dá na figura de indivíduos como o que atacou a cabeleireira baiana na última semana, é preciso organizar o movimento negro diante dos comitês de luta contra o golpe para barrar a ofensiva dos fascistas da extrema-direita.