Destruição das reservas
Sob a proteção do governo Bolsonaro, intensificaram as lutas judicias por parte de latifundiários, grileiros e especuladores para diminuir ao minimo reservar ambientais .
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Imagem do Parque Nacional do Boqueirão | Foto: Reprodução

Respondendo aos interesses dos latifundiários, grileiros e especuladores, a área de preservação ambiental conhecida como Parque Municipal do Boqueirão, no Vale Caeté-Açu, no Capão, distrito de Palmeiras, na Chapada Diamantina, poderá ter quase 70% do seu tamanho cortado. A área é motivo de disputa e da cobiça de acusados de grilagem nos limites do Parque, que hoje tem o tamanho de 153 hectares, e pode ficar com 52 hectares, se os novos limites forem implementados, diante dos estudos da empresa de consultoria ambiental contratada pela prefeitura.

Nativos e moradores estão temerosos, que de maneira oportunista, devido à circunstância de pandemia, especuladores fundiários locais requisitem um novo mapeamento da área para atender aos seus interesses, transformando o desenho inicial do parque do Boqueirão de 2015 decreto nº 224, diminuindo sua área ao equivalente a 100 campos de futebol.

A luta entre posseiros e moradores é alvo de denúncias há algum tempo. José Mariano de Souza, grileiro e especulador local, foi acusado em setembro de 2019 de cercar a área pública para comprovar posse, ameaçar a vizinhança – chegou a cortar o abastecimento de água em uma comunidade chamada Campina -, promover incêndio, ser multado por crime ambiental e não comprovar, efetivamente, ser dono da propriedade dentro do Boqueirão, a ação de Mariano confirma os modos operantes das quadrilhas de grilagem e especuladores da terra na região do parque.

O novo redimensionamento do Parque do Boqueirão teve inicio no dia 19 de junho de 2020, foi concluído e entregue à prefeitura. A empresa responsável pelo novo mapeamento é a Mais Ambiente, que argumenta que a área reduzida no projeto fazia parte, do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Daí a necessidade de um corte.

Em contra partida funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsáveis pelo Parque Nacional denunciam que tal questão foi resolvida no ano passado, que não existe nenhuma pendencia de diminuição de área de preservação ambiental.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (Sedesp), gestora do Parque do Boqueirão, negou, por meio de sua secretaria, ter pedido a recontagem do espaço. O representante da empresa contratada, Fábio Oliveira, afirmou ter contato com o prefeito Ricardo Oliveira Guimarães (PSD) sobre o pedido de corte.

Desde a eleição de Bolsonaro, e a ascensão da extrema direita os movimentos ligados a luta pela terra e pela conservação e ampliação das reservar ambientais (Indígenas, camponeses, trabalhadores do movimento sem terra, quilombolas e ambientalistas),  perceberam na rotina de luta diária pela a posse da terra e de sua preservação, o quanto os bandos de posseiros, grileiros e especuladores ficaram poderosos, a opressão e a repressão no campo intensificaram-se, como no caso dos ambientalistas que foram  acusados e presos suspeitos de incendiarem a reserva ambiental de Álter no Chão no Pará, por um Juiz que tinha sido advogado das madeireiras, o aumento de assassinatos e perseguição aos indígenas, quilombolas, e trabalhadores do movimentos sem terra, por agentes do Estado, que compõem milícias armadas dos latifundiários.

Todo esse extrato social, que é contra a popularização da divisão fundiária no Brasil e da proteção das unidades de conservação sob a proteção do governo Bolsonaro, estão via brigas judicias cada vez mais aguçados em retirar e diminuir as extensões das unidades de conservação, reservas indígenas e outras áreas publicas.

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