Mobilizar em defesa de Lula!
Burguesia quer impedir a todo custo que Lula possa ter seus direitos políticos de volta.
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Apenas a mobilização dos trabalhadores poderá garantir Lula candidato. | Reprodução.
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Apenas a mobilização dos trabalhadores poderá garantir Lula candidato. | Reprodução.

No final de semana, neste Diário, divulgamos a notícia referente às novas revelações extraídas da chamada “Vaza Jato”, de novas conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procurador Deltan Dallagnol  que vieram a público, expondo mais uma vez a total farsa montada contra o ex-presidente Lula, colocando-o ilegalmente na prisão e posteriormente impedindo-o de concorrer as eleições presidenciais, quando o mesmo era o favorito para ganhá-la.

 

Novo golpe contra Lula

 

Após todas estas revelações, divulgadas na própria imprensa burguesa, a burguesia brasileira iniciou uma grande manobra política e criminosa contra os direitos políticos do ex-presidente. Diante da desmoralização da operação Lava Jato, a imprensa burguesia começou a fazer coro em torno da defesa da suspeição de Sérgio Moro, porém sem devolver os direitos políticos de Lula.

O pretexto utilizado para isso é novamente absurdo. A discussão no STF chegou a um ponto, onde alguns ministros passaram a defender a não anulação dos processos simplesmente porque a condenação no caso do sítio em Atibaia teria sido feita pela juíza Gabriela Hardt, e não por Sérgio Moro, mesmo que o ex-juiz da Lava Jato fizesse parte de toda a operação.

Por mero problema de “quem assinou o que”, a burguesia prepara um novo golpe contra Lula e seus direitos políticos, tendo como único intuito não permitir que ele participe das eleições de 2022, onde é candidato natural na luta contra o golpe e o governo do fascista Jair Bolsonaro.

A burguesia ainda especula os votos da chamada “Segunda Turma”, onde o caso está colocando as possibilidades de acompanhar a tesa, votar a favor de Lula ou pedir vista com o intuito de ganhar tempo. Além disso, buscam colocar que o maior desejo de garantir os direitos de Lula são dos setores bolsonaristas, o que forçaria uma polarização em 2022. Contudo, toda esta operação é o que a burguesia menos deseja neste momento.

Mesmo com toda esta operação, a crise apenas aumenta. Neste domingo, o Grupo Prerrogativas, que reúne mais de 400 juristas e entidades soltou nota denunciado a nova farsa que está sendo montada contra o ex-presidente, colocando como “inexorável” a nulidade da condenação.

Se em maio de 2019 Lula foi condenado a 17 aos e um mês de prisão graças a um processo farsa envolvendo o caso do sítio em Atibaia,  agora a burguesia busca manter a condenação como forma de caçar seus direitos políticos, já que graças a crise política, se mostrou inviável mantê-lo na prisão.

Direitos políticos estão em jogo

Para 2022, a burguesia busca preparar a todo custo uma alternativa do chamado “centrão”, ou seja, o setor majoritário do bloco golpista para substituir o governo de Jair Bolsonaro. Entre os principais nomes aparecem João Doria e Luciano Huck, sendo o primeiro aqueles com a maior campanha em torno, o rival “científico” de Bolsonaro, aquele que supostamente haveria trazido a vacina ao Brasil, etc.

No entanto, os resultados desta campanha ainda estão longe do esperado. Doria é extremamente impopular frente a população brasileira, e figuras como Luciano Huck, estão longe de representar uma real força política necessária para substituir Bolsonaro.

No meio de toda esta operação, Lula aparece como figura chave, se o mesmo concorre as eleições, a burguesia será obrigada a juntar-se novamente com Bolsonaro para impedir a eleição da principal liderança dos trabalhadores. Dessa maneira, não apenas a fraude eleitoral é necessária como também um novo golpe contra o ex-presidente.

A burguesia planeja dessa maneira deixar com que Lava Jato se afunde de uma vez, dado ao fim de seus principais propósitos e a grande crise que se formou em torno da operação, contudo, sem permitir que os principais ataques feitos contra Lula e o povo brasileiro se desfaçam com facilidade.

O golpe é claro, e reforça com intensidade a necessidade de uma forte campanha em torno da defesa dos direitos democráticos do ex-presidente Lula, como também de sua candidatura nas eleições de 2022. Lula, é um fator de mobilização do povo brasileiro, uma figura capaz de impulsionar a classe trabalhadora na luta contra o golpe de Estado. Tê-lo presente nas eleições é impulsionar esta luta, algo que a burguesia brasileira e o imperialismo querem evitar a todo custo.

É Lula ou nada!

Porém, para garantir a candidatura de Lula, é necessário organizar uma ampla mobilização dos trabalhadores brasileiros na defesa de seus direitos democráticos. Negociatas e a expectativa de que toda a operação será resolvida por meio do judiciário é comprovadamente ineficaz, dada que toda burguesia e os aparatos de repressão buscam golpear Lula e impedi-lo de concorrer as eleições.

A burguesia quer barrar sua candidatura a todo custo, tentando atacar Lula e seus direitos políticos como também utilizando-se da esquerda pequeno-burguesa para a formação de uma frente ampla, que tem como única finalidade isolar Lula eleitoralmente, e minar sua candidatura.

É preciso ganhar as ruas, retomar a campanha de agitação política entre os trabalhadores e tornar a campanha em defesa da candidatura de Lula a principal neste ano de 2021. Enquanto a burguesia busca confundir o povo levantando “fora Bolsonaro” porém mantendo os golpistas, a esquerda precisa apresentar uma alternativa real a população, que seja responsável por derrotar o golpe de Estado e levantar a classe trabalhadora em torno de uma candidatura.

Lula é o único nome capaz de fazer isso, graças a sua grande popularidade entre os trabalhadores, potencializando a radicação política que existe no país.

 

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