Luta pela terra
A PM e os latifundiários de Rondônia estão acusando de maneira criminosa a Liga dos Camponeses Pobres e organizam uma operação de guerra contra os trabalhadores
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Pelotão da PM fascista sendo deslocado para reprimir a LCP | Divulgação/PM

Neste dia 3 de outubro, o Tenente da Polícia militar Figueiredo Sobrinho foi assassinado em Rondônia em um latifúndio de Mutum-Paraná, distrito da capital Porto Velho. O assassinato do tenente desencadeou uma onda de violência contra os camponeses da Liga dos Camponeses Pobres (LCP).

As famílias de camponeses do Acampamento Tiago dos Santos e da área Dois Amigos estão sofrendo com a violência policial e a intimidação realizada pela polícia militar a mando da direita e dos latifundiários.

A situação piorou quando três equipes da Polícia Militar foram deslocadas para “investigar” o caso e houve um confronto onde dois policiais foram baleados, sendo que um veio a óbito. Após esses dois fatos, a imprensa burguesa começou a acusar abertamente os camponeses da LCP.

As acusações, sem nenhum fundamento ou sequer alguma indicação de prova, contra os camponeses desencadeou uma grande ação da extrema direita para atacar e intimidar os camponeses que vivem na região e que denunciam a grilagem de terras dos latifundiários e aliados da direita do estado de Rondônia.

 

Preparação de um massacre

 

Após os assassinatos, numa clara acusação fraudulenta, o governador de Rondônia através do Comandante Geral da PM enviou 60 policiais militares de diversos batalhões da Capital, com apoio aéreo do Núcleo de Operações Aéreas da SESDEC e terrestre com viaturas de urgência e emergência do Corpo de Bombeiros, numa operação militar para impor uma verdadeira ditadura e perseguição contra os camponeses e a LCP.

Fica evidente a farsa que está sendo as acusações e que isso tem objetivos de preparar um massacre contra os trabalhadores do campo. E não é a primeira vez.

Em 2016, os latifundiários de Rondônia iniciaram a mesma campanha contra a luta pela terra e a LCP através da imprensa venal como a Revista Isto É, que atacou e acusou a LCP e os camponeses de serem narcoterroristas e a partir daí iniciou uma enorme ofensiva que resultou no assassinato de diversas lideranças da LCP.

O modus operandi da direita é exatamente esse. Procuram uma justificativa, que na maioria das vezes não possui nenhuma fundamentação real, somente acusações falsas impulsionadas pela imprensa burguesa para aproveitar e reprimir ainda mais os trabalhadores que lutam por um pedaço de terra.

É preciso uma ampla campanha da esquerda para defender os trabalhadores sem-terra de Rondônia e a Liga dos Camponeses Pobres que estão sofrendo perseguição política e na iminência de um massacre a ser realizado pela PM a mando dos latifundiários.

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