Direita mostra sua “popularidade”: MBL leva meia dúzia em protestos a favor da Lava Jato

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Da redação – A tarde de domingo foi marcada por protestos pequeno-burgueses em diversas capitais do País. Contrários ao posicionamento do ministro do STF, Gilmar Mendes, e Alexandre de Morais e da procuradora Raquel Dodge que na última quinta-feira (14) decidiram que processos de crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro, que tiverem relação com prática de caixa dois poderão ser enviados à Justiça Eleitoral, o que retiraria a competência da Justiça Federal em algumas ações da Lava Jato.

Os ministros também questionaram e suspenderam o acordo entre o Ministério Público Federal, encabeçado por Deltan Dallagnol e o Departamento de Justiça norte-americano, no qual o Brasil (ou melhor, os procuradores e promotores entreguistas) receberia de volta, por meio de uma fundação privada que integraria membros do MPF, uma multa de R$ 2,5 bilhões paga pela estatal em ação dos Estados Unidos. Essa quantia serviria para cobrir possíveis ações judiciais de reparação aos acionistas.

Os protestos, organizados logo em seguida às manifestações dos membros do MPF contra o STF e PGR ainda na tarde desse sábado, principalmente pelos outrora “influenciadores” do MBL, foram, no mínimo, um fiasco, não só pela chuva que não deu tréguas mas muito mais, pelo esvaziamento de sentido que eles abarcam. A própria Polícia Militar sequer divulgou as estimativas de público em grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, tamanho descrédito que essa instituição paralela inspira na maioria dos brasileiros. A burguesia que, nunca teve base popular, sequer tem uma sombra do mesmo respaldo que teve nos protestos armados com dinheiro de empresários, como foi em 2016. Celebridades mais exaltadas se destacaram nas redes, como Regina Duarte, clamando pelo fechamento do STF. E só.

Nas redes, pedidos de prisão para Sérgio Moro e Deltan Dallagnol dão a tônica de que esse reinado de lawfare e perseguições políticas estão chegando ao fim, ao menos em relação ao descrédito da população. E o domínio norte-americano no Brasil começa a arrefecer, ainda que simbolicamente, já que esse governo ilegítimo e sem sustentação não engrena, muito menos convence.