Após o milagre, violência
Em todo País, a direita volta a reprimir a população com os toques de recolher. Após o milagre das eleições, o povo é o culpado do aumento dos casos, que nunca cederam.
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Fascistas de olho | Foto: Reprodução

Após o milagre das eleições, que sozinho conseguiu extinguir o coronavírus, agora já não dá mais para esconder. Para merecer seu título de responsável com as milhares de mortes que não pararam de ascender, a direita retoma seus métodos para, ao mesmo tempo, garantir as contaminações e a continuidade do vírus, e cassar violentamente os direitos democráticos da população. Esse é o caso no interior de São Paulo, em Volta Redonda, em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, onde a direita impõe o toque de recolher para fortalecer seu aparato repressivo e cassar tanto o direito de ir e vir como o direito de festejar da classe trabalhadora.

De dia a população é forçada a trabalhar para não morrer de fome, e agora, em muitos casos, a estudar. Pouco importam os ônibus lotados, principais ambientes de contaminação, assim como a festança do vírus nos locais de trabalho e nas escolas. Mas na noite sombria, ninguém deve festejar ou sair de casa, pelo contrário, caso o cidadão procure tirar suas mágoas ou relaxar em algum bar até depois da hora do tormento, ele deve ser multado ou até encaminhado a delegacia.

Assim, sob o comando dos governadores “científicos” e do governo Bolsonaro, não existe nenhum programa de combate ao coronavírus. Em nenhum momento comenta-se sobre a necessidade de testagens massivas, da formação de eficientes hospitais de campanha, da ampla vacina ou programas do gênero. Realmente, para consolidar a fraude nas eleições municipais foi necessário apresentar que a crise sanitária e o vírus estivessem desaparecidos, e que o brasileiro adquiriu a vacina natural. Dessa forma, não teria nenhum problemas os comícios, as aglomerações e as atividades públicas da fajuta campanha eleitoral da direita e da esquerda pequeno burguesa que até então estava histérica. 

A mentira fica clara; nas eleições se faz o que for necessário para ganhar um voto a mais. Entretanto, agora finalizadas e concluída a vitória da direita, a contaminação explodiu novamente. Todas as máscaras dos golpistas, “humanitários”, “civilizados” e “científicos” não passavam de um esquema para parecer mais limpinho que bolsonarismo, enquanto se tratam de verdadeiros genocidas. 

Por isso, também se aproveitam das mortes para reforçar a repressão ao povo, colocando seus cães de guarda, a PM por exemplo, para vigiar e violentar a população durante a noite. Os toques de recolher nada mais são do que o fortalecimento dos principais genocidas do povo, para cassar seus direitos democráticos. Afinal, sem nenhuma medida para combater o coronavírus, aumentar o policiamento vai resolver?

Em São Paulo, por exemplo, com mais de 6.777 mortos no interior e 6.675 na capital, o governo ultradireitista estadual, e algumas prefeituras da direita liberal do interior decretaram toque de recolher em seus municípios, e aplicam pesadas multas a todas as pessoas que infringirem este decreto. 

Em Santa Catarina, passou a vigorar neste sábado o toque de recolher em todas as cidades, assinado pelo governador direitista do PSL Carlos Moisés da Silva. No caso o documento, restringe a circulação e a aglomeração de pessoas, diariamente, da meia-noite às 5 horas, em espaços públicos, privados e nas ruas.

No Mato Grosso do Sul, desde de segunda-feira (14), e por prazo de 15 dias, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) decretou toque de recolher em todo o Estado, das 22h às 5h, proibindo a circulação de pessoas, salvo em casos emergenciais ou de trabalho. 

“Essa pessoa que estiver fora de casa vai ser orientada a retornar. Em persistindo, ela será conduzida a uma delegacia e será indiciada pelo crime de desobediência.” Em seguida, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) pode oferecer denúncia à Justiça, como colocou o Titular da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Antônio Carlos Videira. Já a fiscalização, cabe à maior máquina de matar e violentar do País, a PM (Polícia Militar), bem como ao Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e as Guardas Municipais.

Em Volta Redonda, um decreto divulgado no dia 14, que já vale desde ontem, determina um toque de recolher de meia-noite às 5h: a proibição da presença de pessoas nas ruas, parques e praças públicas neste horário. Como também fica vedada a entrada em Volta Redonda de pessoas de outras cidades das 10h às 18h, exceto em casos de saúde e trabalho. Até os ônibus, que deveriam no mínimo triplicar de quantidade, serão reduzidos, mas em Volta Redonda só poderão circular ônibus em que as janelas possam ser abertas, para circulação de ar em seu interior. E mais, não poderá haver passageiros em pé.

Como se não bastasse, no município estará vedada a venda de bebidas alcoólicas após às 20 horas, medida semelhante à de Ratinho Junior do PSD no Paraná. Além do toque de recolher das 23 horas às 05 da manhã, o governador golpista decretou a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas em espaços de uso público ou coletivo das 23h às 5h, assim como em qualquer estabelecimento comercial.

Mesmo assim, a “lei-seca” durante a madrugada já é contestada inclusive por pesquisadores, como a psicóloga comportamental Simone Martin Oliani, que colocou: “não acredito que o decreto terá o efeito esperado porque não há como fiscalizar o consumo de bebida em público, que não acontece apenas em bares, restaurantes e casas noturnas. As pessoas bebem em casa e em grupos com mais de dez pessoas. Outro ponto fraco da medida é a falta de punição. Regras sem consequências estão fadadas ao fracasso. Para funcionar precisaria especificar as consequências do tipo “se… então “. E ainda, seria adequado estabelecer contingências entrelaçadas, com a colaboração entre os múltiplos órgãos envolvidos nas áreas de controle, de fiscalização, de saúde e da adoção de campanhas de psicoeducação para que as pessoas não se expusessem ao risco e, se precisassem se expor, que mantivessem os protocolos de distanciamento e higienização”

Realmente o decreto não terá efeito algum. Mas finalmente, uma vez que a PM fica responsável, não tem porque a direita se preocupar com a fiscalização. Seu treinamento fascista, garante a ela nenhum tipo de sensibilidade ou humanidade em sua ação. Assim se confunde a psicóloga, quanto a questão central do problema. Não se trata de melhorar as medidas de conscientização e vigilância, e sim, de exigir medidas concretas de combate ao vírus.

O governo golpista não possui nenhum interesse em resolver a crise sanitária e a crise financeira, cada vez mais, se organiza para jogá-la nas costas do povo. Por isso, esforça-se para criar um verdadeiro estado de sítio, típico das ditaduras e dos regimes sangrentos, para proibir a classe trabalhadora de relaxar, mas principalmente, de se organizar para lutar contra a ascensão do fascismo no País.

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