Paraná
O governo do Paraná quer implantar 216 escolas militares, sem consulta aos sindicatos, organizações estudantis, universidades e os próprios alunos
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Colégio-da-Vila-Militar
Escola Militar em Maringá (PR) | Foto: Reprodução

O governo Ratinho Júnior (PSD) avança na implementação das escolas militares no Estado do Paraná.

Para tentar passar uma impressão de que houve alguma consulta à população, a Secretaria da Educação (Seed) organizou uma consulta online sobre a militarização de 216 unidades escolares paranaenses. Supostamente 74 mil pessoas teriam sido consultadas pela internet, porém sem considerar as posições do sindicato de professores PP-Sindicato, das organizações estudantis, universidades estaduais e dos próprios alunos do ensino básico.

O governo estadual disse que a implantação do modelo militar, proposto por Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido), teria sido aprovado por ampla maioria no mecanismo de consulta online. O APP-Sindicato contesta a consulta online, um grupo de professores realizou protestos em frente ao prédio da Seed e até mesmo o Ministério Público do Paraná pediu a suspensão da consulta, alegando desobediência a prazos e ao processo. Ou seja, a consulta é uma farsa montada para passar a impressão de democrática.

O Paraná conta com o maior programa de implantação de escolas militares do país. O investimento é de R$80 milhões e a previsão é envolver cerca de 129 mil alunos.

Policias militares e militares das Forças Armadas participam diretamente da gestão e da elaboração da proposta pedagógica das escolas militares. Em colégios desse tipo já em funcionamento, há inúmeras denúncias de perseguição política, censura aos professores e estudantes, seleção político-ideológica dos docentes e até mesmo a prática de tortura contra os alunos.

Somente professores direitistas, conservadores e fascistas são selecionados para trabalhar nestas escolas. As atividades sindicais e ativismo estudantil são sujeitos à vigilância constante e repressão militar. Há a anedota de que as escolas militares são uma espécie de DOI-CODI para jovens.

Este modelo pode ser caracterizado como uma escola de tipo fascista. Os direitos democráticos dos estudantes e professores são cassados. Discussões sobre sexualidade e gênero, religião e política são vigiadas e censuradas. As escolas militares representam, na prática, o projeto Escola Sem Partido.

A direita exerce o monopólio político neste modelo, construído para impedir o desenvolvimento do senso crítico nos estudantes e professores. Trata-se de uma escola servil à ordem social do capitalismo em decomposição, que naturalize a opressão política, a exploração e a desigualdade social.

Um dos pilares da política educacional da extrema-direita é a implementação das escolas militares por todo o país. É preciso mobilizar os professores, estudantes, pais de alunos e as organizações operárias e populares pela derrubada do governo Bolsonaro e do bloco político golpista, que atuam para impor uma ditadura no país. Este era o sentido do golpe de Estado de 2016 e da fraude eleitoral que colocou a extrema-direita na presidência da República.

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