A direita golpista está destruindo as universidades federais

Quem viveu os anos 90 sabe o quanto aqueles tempos foram difíceis para os brasileiros. Economicamente, socialmente, politicamente falando, foram anos em que convivemos com apagões, profissionais altamente qualificados se candidatando a empregos de garis, e milhões de brasileiros morrendo de fome.

Foram os anos das privatizações nos governos FHC, em que diversas empresas estatais como a Telebrás e a Vale do Rio Doce foram vendidas a capitalistas estrangeiros a preço de banana, deixando a economia nacional praticamente arruinada, elevando o desemprego e agravando a crise social.

Mesmo com o imenso esforço de FHC em privatizar o máximo possível da estrutura da economia nacional, não houve tempo hábil para vender tudo. Em 2003, veio Luiz Inácio Lula da Silva, que se não interrompeu totalmente, ao menos diminuiu o ritmo de privatização. Agora com o golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff da presidência da república em 2016, travestido de um processo de impeachment farsesco, fraudulento e criminoso em andamento, a direita golpista voltou a oferecer a riqueza nacional a preço de banana para o imperialismo.

Com o objetivo do golpe tão logo desmascarado em privatizar tudo o que tiver pela frente, o ensino público ficou seriamente ameaçado. A intenção é claramente tornar tudo o que é público privado. E não apenas as faculdades federais, mas também o ensino médio, técnico, e até mesmo o primário e as creches não escapam da sanha da direita golpista em entregar todo o patrimônio nacional.

É por isso que sucateiam as instituições públicas, cortando gastos, desmoralizando-as publicamente, promovendo assim a desvalorização das instituições que pretendem passar ao imperialismo. É preciso uma ampla mobilização e combater fortemente a direita golpista e os seus planos de jogarem o Brasil em um estado de miséria e ignorância nunca antes visto no nosso país. Eles avançam cada vez mais com o golpe, e estamos muito perto de uma nova intervenção militar. A hora para reagir é agora.