Água do povo
As contradições que envolvem água do povo devem ser combatidas com punhos fechados e sangue nos olhos
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Água
Água em movimento | Autor: Juan Carlos Calvo Barrios

O vazamento de uma adutora que abastece o distrito de Jaguara e imediações na Bahia mostra o que será o fornecimento de água para os pobres, se forem aprovados os PL’s da lei de privatização da água, que está tramitando no senado federal e vai para sanção do grande pilantra chefe de Estado. Desde ontem a EMBASA, a empresa de gestão de água do Estado da Bahia, diz que fez uma inspeção geral na faixa da adutora, encontrou um vazamento para ações corretivas de saneamento até dia 27/11/20. Tudo indica que a lentidão do reparo na adutora tem os dedos da direita baiana que historicamente vem sufocando o povo pobre com mentiras.

Em tempo de pandemia, a falta de sensibilidade dos entes públicos e privados são os vetores que impedem a universalização da água, que notadamente deveria ser um bem de todos brasileiros, não havendo motivo para que as mãos sujas da iniciativa privada venham usurpar o que está por trás da política de privatização e do investimento público. A falta de eficiência das empresas públicas de gestão de água não é uma verdade, mas a política atrasada de entreguismo do patrimônio brasileiro é a orientação que a direita golpsita estabelece na tratativa da coisa pública e expõem as pessoas correrem riscos de se contaminarem pelo novo coronavírus.

Vale contextualizar que, atualmente cerca de 33 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e mais de 95 milhões não são contemplados com rede de coleta de esgoto. Segundo a lei ordinária, este cenário vai mudar com o fornecimento de água potável para o alcance de 99% da população até 2033. O povo sabe que já passou da hora e não vai “comer mais esse H”. Na verdade existe uma trama entre empresários, bancos, políticos do senado federal e governo federal, que deseja ver o povo bebendo água com o mesmo preço da energia elétrica produzida nas hidroelétricas.

O povo nordestino não é besta! O povo nordestino conforme senso de 2010 forma um contingente de 57 milhões de brasileiros, marcados pela sobrevivência na seca, acostumados a ouvir mentiras eleitoreiras que distanciam eles de um vida descente e digna. Os tubarões do imperialismo financeiro veem uma grande oportunidade para massacrar o povo. Representantes políticos que se dizem do povo aprovaram o PL 4162, que representa uma perda de soberania e submissão aos ditames do capital. Além da transposição do rio “Velho Chico” que será um sonhado empreendimento de transporte de água, para garantir o consumo em locais longínquos e secos do nordeste. Esta promessa hoje é uma oportunidade para acumulação capitalista e destruição dos biomas.

Embora o povo nordestino tenha muita esperança com a transposição do rio “Velho Chico” e a possibilidade de melhoria de vida com base na sua força produtiva, existem grandes ameaças. O porte do empreendimento atrai enormes tubarões do imperialismo da construção civil, pelo significado financeiro do porte da obra, que elevará de forma mecânica dezenas de quilômetros de águas, a partir de Cabrobó (PE). Estas contradições precisam ser vistas de perto, porque, o que está em jogo na verdade, é a privatização e a mercantilização da água que é um bem de todos os brasileiros.

A criação do mercado da água permitira acordões prostituídos, entre autoridades e empresas do mercado de ações, alavanquem os seus palpites, inviabilização das empresas publicas do mesmo porte da EMBASA, que vem sofrendo assédio de privatização. A lentidão em resolver os problemas pontuais de vazamento da adutora devido movimentação do solo em Juguara e imediações é mais outro sinal do eles são capazes. Pois, as ocorrências de movimentação de solo são manifestações geotécnicas conhecidas, que tem soluções rápidas e eficazes. Neste caso de Jaguara e imediações, as ações estão lentas porque entes públicos da direita local e estadual estão de maldade com o povo.

Portanto, é necessário fortalecer a luta contra essas formas de contradições, arquitetadas para impedir o acesso digno de agua do povo, devido aos interesses espúrios da iniciativa privada, seus representantes no senado federal e governo federal genocida. Qualquer forma de privatização deve ser expurgada pela maioria combativa dos trabalhadores brasileiros.

A água é do povo e tudo que vem do solo também. As lutas pelos nossos direitos devem transcender qualquer retórica de paz. O povo precisa se armar para lutar contra essas perversidades. Já passou da hora! Fora Bolsonaro e todos traídos golpistas!

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