Golpistas apresentam supostos assassinos de Marielle e estremecem ainda mais o governo Bolsonaro

bolsonaro-presidente-e1550449151617

Um novo e forte abalo no ilegítimo e já debilitado governo golpista de Jair Bolsonaro.

Esse é sem dúvida o resultado da prisão dos dois ex-policiais militares apresentados como supostos assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na cidade do Rio de Janeiro, há um ano.

Foram presos o policial militar reformado, sargento Ronnie Lessa, apontado como responsável pelos disparos e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz (na foto ao lado de Bolsonaro) , acusado de dirigir o carro que perseguiu o veículo que conduzia a vereadora. Evidenciando a crise o interior dos próprios órgão de repressão e a política de acobertamento dos órgão de segurança que durante todo o ano de 2018, teve a Secretária de Segurança (e de fato o governo do Rio de Janeiro) sob intervenção das Forças Armadas, os acusados foram presos por ordem de um juiz-substituto do 4º Tribunal do Júri, Guilherme Schilling Pollo Duarte, após denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do MPRJ – Ministério Público do Rio de Janeiro.

A proximidade familiar dos assassinos com o clã familiar dos Bolsonaros, com os supostos assassinos aparecendo em fotos ao lado do presidente, residindo no mesmo condomínio luxuosos da família presidencial na região nobre da Barra da Tijuca e até relações de namoro dos filhos aproximam por demais os acontecimentos do presidente da República – independentemente do que se faça para ocultar, falsificar, distorcer os fatos e evitar maiores “aproximações sucessivas” do próprio presidente e da sua família.

Isso tudo, semanas depois que um dos próprios filhos presidenciais e também político do PSL, Flávio Bolsonaro, foi denunciado por suas relações com as milícias que atuam na cidade do Rio de Janeiro, formadas – justamente – por policiais e ex-policiais especializados em extorquir, torturar e assassinar moradores das comunidades operárias, da mesma forma que a Polícia Militar e demais órgãos de repressão.

As denuncias foram apresentadas com pompa e circunstâncias por órgãos do regime golpista – além da Polícia, o MPRJ, o governador do Rio de Janeiro etc. – evidenciando o quanto está se aprofundando a divisão e crise interna dos setores que se agruparam em torno do governo improvisado de Bolsonaro, diante do crescimento da revolta popular contra o governo que se expressou no carnaval de todo o País, quando aos milhões o povo pediu o fim do governo que a maioria não apoiou nas eleições e que só se “elegeu” por meio da violenta fraude que foi tirar Lula das eleições.

As condições em que o governo terá que enfrentar e superar a crise atual, nem de longe são as mais favoráveis e nem de longe se trata de uma crise pessoal do chamado “clã dos Bolsonaros”. Está na “corda bamba” o governo que a direita impôs ao País, frente a crise de todos os partidos e políticos da burguesia, por meio da fraude da exclusão do candidato popular da esquerda; esta na lona não só por conta do seu caráter improvisado, mas pela sua evidente impotência para impor os planos de ataques contra os explorados que os “donos do golpe” desejam impor (destruição da economia nacional, reforma da previdência, privatizações, demissões em massa etc.) e que já começam a enfrentar uma reação popular, como se viu no carnaval, que tende a crescer.

Ao contrário da esquerda pequeno burguesa que visa tirar um possível e duvidosos proveito eleitoral dos acontecimentos, a tarefa é impulsionar a mobilização – sem se deixar confundir pelas manobras que a direita vai buscar realizar  – no sentido de levantar um gigantesco movimento de luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e assassinos de Marielle, Anderson e milhares de pobres e negros na periferia do Rio e de todo o País, pela liberdade de Lula e pela derrota da ofensiva da direita em todos os terrenos.