Coronavírus
Se a taxa de letalidade de 2,6% fosse aplicada sobre os 46,6 milhões de possíveis infectados, o Brasil teria ultrapassado mais de 1 milhão de mortos!
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Boletim COVID Brasil
Boletim Coronavírus do Ministério da Saúde 20/12/2020 | Reprodução
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Boletim Coronavírus do Ministério da Saúde 20/12/2020 | Reprodução

Neste domingo o Brasil atingiu 186.764 mortos por coronavírus sendo 7.238.600 infectados. O País é o 2º do mundo em número de mortos e o 3º em infectados. No entanto, estes são apenas dados oficiais. Ao cruzar a situação das mortes, do número de casos e da testagem, revela-se que a direita oculta e manipula os dados para encobrir o genocídio em curso.

Próximo de completar 200 mil mortes, o País está atrás apenas dos Estados Unidos da América (EUA), que já ultrapassou as 324 mil. No entanto, os dados oficiais escondem uma realidade muito pior.

Isto porque os dados de mortes, infecção e testagem, no Brasil, quando cruzados, evidenciam a gravidade que o governo golpista e a burguesia procuram esconder.

Segundo dados do Ministério da Saúde a taxa de letalidade é de 2,6%. Isto é resultante do número de óbitos (mais de 186 mil) dividido pelo número de infectados (mais de 7 milhões).

No entanto, o número de 7 milhões de infectados foi identificado devido aos testes que atingiram apenas uma parcela da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – especial coronavírus (PNAD-COVID), os governos federal, estaduais e municipais testaram apenas 25,7 milhões de pessoas, o equivalente a 12% da população brasileira. Destas, 5,7 milhões (22%) testaram positivo para a COVID-19.

Em dados oficiais, a situação da pandemia explodiu no Brasil após as eleições.

Se fosse aplicada esta porcentagem à população total do Brasil, de 211 milhões de habitantes – até 1º de julho, segundo o IBGE, não haveriam 7 milhões de infectados, mas sim mais de 46,6 milhões! Mais de 6,7 vezes mais infectados que os mostrados nos dados oficiais.

Caso isso ocorresse, aplicando a taxa de letalidade de 2,6% sobre esses 46,6 milhões de infectados, o Brasil teria ultrapassado mais de 1 milhão de mortos (1.206.920)!

Esta projeção lógica, resultante do cruzamento dos dados do Ministério da Saúde com os do IBGE, ambos órgãos do governo federal, esclarece porque o governo Bolsonaro e os governadores e prefeitos da direita golpista nunca realizaram a testagem em massa da população brasileira.

Outro detalhe é mostrado em pesquisa da imprensa burguesa, que traz o dado de que 8 em cada 10 brasileiros dizem já ter tido coronavírus ou conhecerem quem teve. Dados do Instituto Data Folha, da Folha de SP, ainda apontam que, diferente do que pensavam até agosto – 43% achavam que a pandemia piorou – desta vez a grande maioria das pessoas (73%) consideram que a situação da pandemia piorou.

Mesmo os dados oficiais não conseguem esconder que a situação está se agravando no País.

O cálculo é claro. Os governos golpistas gastariam recursos milionários ou bilionários, sobretudo com a Saúde pública, para os dados da testagem massiva denunciarem sua completa omissão diante da pandemia do coronavírus. Isto fica claro com os dados da plataforma Worldometer, que aponta o Brasil como o 96º no ranking de realização de testes para detectar a COVID-19, de um total de 220 Países.

Mais do que um problema de gastar dinheiro com o povo, o que é um problema clássico da direita, a não realização de testes em massa é um instrumento efetivo do encobrimento da realidade crítica do País diante da pandemia, bem como da política genocida destes elementos inimigos do povo. Certamente o País já atingiu muito mais do que 186 mil mortos!

A omissão dos governos sobre a realização dos testes criou outra distorção: os brasileiros testados não são um dado aleatório, mas uma parcela específica da população, que em geral conseguiu fazer o teste na Saúde Pública (com muita sorte ou o azar de estar próximo da morte) ou teve dinheiro para comprar testes rápidos em farmácias e hospitais privados. Como comprova o próprio IBGE, segundo a qual o número de teste foi feito por pessoas que detinham maior escolaridade. Das pessoas que não tem instrução até as que tem o ensino fundamental incompleto, 6,6% fizeram o teste. Já entre as pessoas com ensino superior completo ou pós-graduação, 25% foram testados.

Ou seja, a população pobre e sem instrução, em sua esmagadora maioria, nem fez nenhum tipo de teste. É o desdobramento do dado de testagem. Se 12% da população foi testada, 88% não foi!

O que também é confirmado pelo estudo: “a testagem é mais frequente nas faixas de maior renda”, dado que no décimo de maior renda, 24,6% fizeram o teste, já no décimo mais pobre, apenas 6,1%.

Como se não bastasse isso, o governo se preocupou tanto em testar a população que a ANVISA, de forma excepcional, teve que estender a validade de testes que os golpistas estocaram e deixaram lá para vencer. Isto porque o governo Bolsonaro não distribuir para o Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 7 milhões de testes mantidos em um depósito em Guarulhos (na Grande SP). Deacordo com relatório do Ministério da Saúde, 6,86 milhões de testes vencem até janeiro, 212.900 até fevereiro e mais 70.800 até março. Para lidar com esse papelão, a ANVISA estendeu a validade destes testes por mais 4 meses. O que é no mínimo suspeito.

Diante de tudo isso, outro dado oficial preocupante é a diminuição do privilegiado isolamento social, que vem caindo deste outubro. Segundo novamente o IBGE, na comparação com o mês de setembro, a proporção de pessoas que não fizeram isolamento e também as que diminuíram o contato, mas continuaram saindo aumentou. Por outro lado, diminuiu a parcela das pessoas que só saíram por necessidade básica (2,2 pontos) e aquelas que ficaram “rigorosamente” isoladas (3,9%).

Portanto, a manipulação dos dados de mortes, infecções e a não realização de testes em massa, cumpre um papel decisivo na política dos golpistas, que utilizaram a pandemia como pretexto para atacar a população e precisam esconder seus crimes contra o povo e os mais de 186 mil mortos.

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