Genocídio nos presídios
Presídios de São Paulo estão entre os mais atingidos no Brasil, contudo Dória frauda os números para esconder o genocídio.
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Apenas na penitenciária de Sorocaba, 700 casos foram confirmados. | Foto: Arquivo Ponte

O sítio da internet, Ponte, divulgou nesta quarta-feira uma reportagem denúncia que constata que Dória fez “desaparecer” mais de 800 casos de coronavírus em prisões paulistas.

A fraude aconteceu nesta quarta-feira com a divulgação, pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, em que os números, anteriormente divulgados pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 1.019 casos nos presídios do estado teriam se transformados meramente em 219 casos confirmados.

A queda de 812 casos, de acordo com a Secretária, teria ocorrido devido a “mudanças na testagem”. Fato é que esta não é a primeira vez em um curto período de tempo que o governo de João Dória se envolve diretamente na extrema alteração de dados relativos à pandemia.

Anteriormente, o governador havia anunciado uma diferença de mais de 20 mil casos entre dados estaduais e dados municipais em relação a capital paulista, como uma forma de impulsionar a política de reabertura.

O próprio Depen já teve seu painel de dados subitamente alterado. No passado, houve já quedas de 225 para 63 confirmados. Contudo, sempre não há a mínima transparência ou explicação real para justificar tais mudanças.

Contudo, mesmo com esta subnotificação absurda, o estado de São Paulo superou no final de junho a marca de mil presos infectados. Um número, também, consideravelmente subnotificado, dado ao fato que 700 deles foram apenas em um presídio.

Em mortes, os presídios paulistas são um dos mais atingidos do país. Até o momento, cerca de 20 pessoas morreram contaminadas pelo novo coronavírus. Sendo duas centenas de casos suspeitos e mais de mil infectadas. Toda esta proliferação em uma população carcerária que, apenas no estado, conta com mais de 230 mil pessoas.

Das prisões presos já emitiram inúmeros pedidos de socorro. A situação é abaixo de um nível adequado para tratar qualquer ser vivo. Os testes são escassos, a aglomeração é gigantesca e o tratamento digno do adjetivo de “inferno na terra”.

Toda esta situação, mostra que no Brasil, assim como já ocorrido em vários países do mundo, a população carcerária necessita ser solta. Não há como se proteger da pandemia no estado em que se encontram os presos brasileiros. As prisões não são mais uma mera máquina de esmagamento do povo, mas um campo de genocídio.

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