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Bolsonarista? Nem de ouro!

Direita do PT quer apoiar bolsonarista em Belfort Roxo (RJ)

Eleições

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Wagner Carneiro (MDB), conhecido bolsonarista – Foto: Divulgação

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O apoio do PT ao candidato bolsonarista em Belford Roxo/RJ, uma aliança com um notório bolsonarista do MDB (Wagner Carneiro), fez os ex-presidentes nacionais do PT encaminharem à Gleisi Hoffmann ofício pedindo que o Diretório Nacional desautorize isso, com veemência, sem o que, a base petista e o trabalhador estariam sendo iludidos com uma política perniciosa.

O PT, seguindo uma política de Fora Bolsonaro, recusou-se a se unir ao Centrão e à Frente Ampla, cuja proposta era a mesma, com a diferença de que a esquerda que aderiu a ela, com Haddad, Rui Costa, Tarso Genro e outros, além do PSOL, PCdoB e as demais centrais, incluindo a CUT, formaram um bloco mais à direita na esquerda, e ficaram à reboque da direita, que, ilusoriamente, foi apresentada como a direita “civilizada” e “científica”, ao lado dos governadores e prefeitos, de onde o bom senso e a coerência contra a truculência e a “terra planície” de Bolsonaro. 

Todavia, a verdade, e que veio à tona depois, revelou o que esse Diário já dizia, que só o que a direita queria era se utilizar da esquerda e do seu prestígio, carreado principalmente pela base de algo em torno de 4 mil sindicatos que integram a CUT, e prestígio do maior de todos os partidos, o PT, para, tão somente, tirar proveito na negociação com Bolsonaro. 

No final das contas, a promessa de um impeachment propalado pela frente, com a autoridade de quem poderia encaminhá-lo na Câmara dada à Rodrigo Maia, credencial de quem preside a Câmara dos Deputados no Congresso Nacional e tem a prerrogativa de encaminhar os pedidos de impeachment, serviria apenas para uma barganha para conseguir mais cargos e influências na máquina administrativa chefiada por Bolsonaro.

Mais do que qualquer outra coisa esperada pela esquerda, como o firme propósito de derrubar Bolsonaro, estava em curso a famosa prática do toma lá, dá cá, que fez da frente ampla um grande engodo e uma moeda de troca, mais nada, da qual se utilizou, principalmente o DEM, de Rodrigo Maia, Caiado e Davi Alcolumbre, que, de oposição à Bolsonaro, passaram à defensores, chegando a afirmarem que o Centrão tinha acabado, e que o tempo do bloco passou, e que é perfeitamente normal acontecer manobras políticas como essa no parlamento.

A aliança do PT ao MDB em Belford Roxo, na prática é a luta de classes dentro do PT, empurrando-o para a direita, entretanto, mais do que seguir a ideia da frente ampla, que contou com a direita que ajudou no golpe e elegeu Bolsonaro por uma fraude eleitoral, que se apresentava disfarçada de oposição ao bolsonarismo, nesse caso não há disfarce, o candidato do MDB é bolsonarista declarado. O que faz do ato em si em erro muito mais grave e alarmante, que confunde a cabeça do trabalhador e da base petista, que o vê de braços dados com o algoz do povo brasileiro, vitimado pela política genocida produzida pelo bolsonarismo e seus defensores reclamando o voto dentro do seu próprio partido ou da esquerda.

Qualquer aliança do PT que fuja a essa ideia, e da representatividade das organizações e partidos progressistas, democrático-populares e de esquerda, indo se conciliar com a direita sob o pretexto de buscar uma estratégia eleitoral que possibilite uma vitória nas urnas, deve ser repudiada com veemência, não somente por respeito ao povo, e que hoje alcança as agruras de mais de 100 mil mortes na pandemia, nesta mal conduzida administração da pandemia no país e que claramente tem uma proposta genocida, mas por não ter a direita, o mesmo projeto de trabalho que a esquerda, e que nunca aderiria a ele, já que é a voz da burguesia e do patronato, tornando qualquer iniciativa neste sentido inviável.

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