América do Sul
Manobras virtuais do imperialismo alcançam a eleição presidencial no Uruguai e reafirma aliança da extrema direita com os militares para oprimir a população ainda mais
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Até mesmo a militarização do governo do Uruguai pode não segurar a convulsão social |

A vitória nas eleições do Uruguai parece que aos poucos vai se confirmando com o consórcio da extrema-direita com os militares, o que pode ser afirmado depois que pudemos ver um forte impulso das disparadas no WhatsApp com mensagens automáticas e ameaçadoras dirigidas ao povo do Uruguai; um vídeo com forte apelo do Comandante General do Exército Guido Manini Ríos ordenando aos militares não votarem em Martínez; e todas as pesquisas indicando a vitória de Lacalle Pou: táticas muito comuns e já bastante conhecidas pelo público brasileiro, utilizadas pela direita golpista para forjar um resultado favorável.

Luis Lacalle Pou, já na segunda passada (25), almejava festejar a sua vitória nas eleições do Uruguai, uma vez que as urnas apontavam mais de 98% dos votos apurados com uma diferença em seu favor de pouco menos de 30 mil votos, demonstrando uma vitória, apertada mas vitória, quando foi surpreendido pelo fato de que o candidato da Frente Ampla, Daniel Martínez, tinha saído a público para comemorar sua boa votação e não para admitir sua derrota.

Isso aconteceu porque Martinez sabia que se 91% dos “votos observados” foram dele e não de Lacalle Pou, haveria como a Frente Ampla virar o jogo. Após a primeira apuração, Lacalle Pou teve 48,71% dos votos, e Daniel Martínez, 47,51%.

Os “votos observados” são os votos de quem votou em zona eleitoral diferente daquela onde está registrado e os de eleitores cujo cadastro não foi encontrado no momento da votação. Isso faz com que a apuração tenha que ser confirmada após uma investigação dos órgão encarregados pelo controle eleitoral. Por conta disso, a direção do órgão eleitoral decidiu que o resultado final será anunciado apenas na quinta (28) ou na sexta-feira (29). Não porque tenham parado de contar, como ocorreu na Bolívia, mas, pelo contrário, para que a contagem dos votos observados tenha ainda maior rigor.

Com um placar tão apertado, a Frente Ampla de Daniel Martínez (um candidato à direita até mesmo de Tabaré Vázquez e Pepe Mujica) se torna vítima da sua impossibilidade de apelar às massas trabalhadoras para vencer a direita mais radical e imperialista, pois teria que radicalizar o seu discurso para derrotar seus concorrentes, o que colocaria em cheque a sua natureza nacional burguesa e arriscaria perder o controle das massas.

A política que o imperialismo têm implementado na América do Sul dá mostras de que já foi o tempo em que se admitia um acordo do tipo de frente popular, e que, à exemplo do que acontece no Uruguai onde a Frente Ampla almeja um novo pacto social com a direita, ele joga toda a sua força naquilo que representa a aliança de Lacalle Pou: a união da extrema-direita e os militares para reprimir à força a manifestação popular.

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