Caos sanitário
A cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, bateu o recorde de internações diárias por Covid-19 neste domingo
Manaus 06/05/2020 - Cenas dos leitos semi intensivos do hospital Platão Araujo sob responsabilidade do Governo de Manaus. Foto Jonne Roriz/Veja
Hospital Jonne Roriz | Foto: Reprodução
Manaus 06/05/2020 - Cenas dos leitos semi intensivos do hospital Platão Araujo sob responsabilidade do Governo de Manaus. Foto Jonne Roriz/Veja
Hospital Jonne Roriz | Foto: Reprodução

A cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, bateu o recorde de internações diárias por Covid-19 neste domingo (3). Foram 159 novas hospitalizações, número mais alto registrado no estado desde o início da pandemia, ainda em 2020.

Manaus bate recorde de internações por Covid-19 desde o início da pandemia

A cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, bateu o recorde de internações diárias por Covid-19 neste domingo (3). Foram 159 novas hospitalizações, número mais alto registrado no estado desde o início da pandemia, ainda em 2020.

Além disso, no interior do Amazonas foram mais quatro  internações neste domingo, alcançando o número de 163 em todo o estado, o segundo maior registro desde o dia 4 de maio do ano passado.

Segundo o boletim da Fundação de Vigilância em Saúde, o número de mortes subiu para 5.345 neste domingo, com mais 20 óbitos provocados pela doença. Do total, 18 mortes ocorreram nas últimas 24 horas. Foram registrados 546 novos casos, elevando para 202.413 o número de infectados em todo o Amazonas.

De acordo com o boletim, há 963 pacientes internados em todo o estado, sendo 591 em leitos, 341 em UTI e 31 em sala vermelha, estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves.

Brasil está prestes a atingir, em dados oficiais, 200 mil mortos por coronavírus (196.561 no boletim de 04/01/21)! “A responsabilidade é do povo”, que por “falta de consciência” se aglomera em bares, festas, baladas, como ocorreu na virada do ano, explica a imprensa burguesa. Esta propaganda ultra reacionária e cínica, tem como objetivo ocultar o crime da burguesia e de seus governos, que mantiveram o povo se aglomerando no transporte coletivo para preservar a “economia”, leia-se, o lucro dos capitalistas, em detrimento de centenas de milhares de vidas.

Através de artigos, reportagens, programas de TV e de internet, memes nas redes sociais, a burguesia faz uma propaganda reacionária, que tem como objetivo culpar o povo, que é vítima da pandemia, como o maior responsável por ela.

A grande quantidade de conteúdo mostra o quão insistente e ridícula é a campanha, que encontra respaldo na direita, que tem interesse direto em ocultar seus crimes, mas também em setores da esquerda, que na falta de uma política para os trabalhadores, arremedam a direita.

O transporte coletivo é o meio pelo qual os trabalhadores saem de suas casas e vão até as fábricas e empresas produzir toda a riqueza nacional, que é apropriada pelos patrões (que escolhem políticos como Bolsonaro e Doria, para manter seus privilégios) enquanto os trabalhadores morrem de coronavírus, na miséria. Isso tudo para sustentar o apodrecido sistema capitalista, ou o “salvar a economia”.

Diante dessa palhaçada, criminosa da direita golpista e da sua omissão ao fato de dezenas de milhões de pessoas se aglomerarem todos os dias nos transportes coletivos espalhados pelo País, especialmente no metrôs, trens e ônibus das grandes capitais, qualquer medida não passa de demagogia e deveria ser agressivamente denunciada e combatida por toda a esquerda nacional.

Ou seja, com respaldo nos discursos da direita e da esquerda pequeno-burguesa, a burguesia culpa o povo (vítima da pandemia) para dar cobertura a todos os crimes decorrentes da política genocida dos golpistas, como Bolsonaro e Doria (PSDB). Isso tudo, enquanto, por outro lado, isenta os patrões, para lucrarem “morra quem morrer” e ainda incentiva a reabertura do comércio, a volta às aulas, entre outros.

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