Genocídio planejado
Mesmo com a luz no fim do túnel que seria a vacina contra a Covid-19, Brasil ainda enfrentaria problemas básicos como falta de seringas e agulhas para imunizar a população.
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Brasil não tem planejamento nem mesmo com a chegada da solução do problema, que seria a vacina. | Foto: Dado Ruvic/Reuters

Quando um evento atípico como uma pandemia acontece no mundo ela traz consigo terríveis conseqüências a todas as populações, no caso da Covid-19 além de todos os problemas relacionados à doença e a crise econômica já existente, os trabalhadores que vivem em países governados pela extrema direita vêem esses problemas serem ainda mais intensificados, como é o caso do Brasil. Desde o início da pandemia no país, governos federal, estaduais e municipais não conseguiram ter nenhum controle sobre o que estava/está acontecendo, e por isso chegamos à terrível marca de 100 mil mortos (e continuamos subindo no número de casos e mortes todos os dias) e tudo isso é culpa de um governo completamente genocida e que não investiu naquilo que era necessário para proteger os trabalhadores. As consequências dessas irresponsabilidades são as mais diversas, e nem quando enxergamos uma luz no fim do túnel, que seria a distribuição de uma vacina, estaremos imunes à mais problemas, já que o país corre sérios riscos de não conseguir vacinar toda a população por falta de planejamento para adquirir equipamentos básicos de vacinação como seringas e agulhas.

O Sistema Único de Saúde do Brasil vive um processo de sucateamento e de falta de recursos há anos, e a falta de investimento durante a pandemia elevou o grau de precarização do serviço, já que a demanda por leitos, equipamentos, profissionais e outros insumos aumentou drasticamente, o que ocasionou o colapso e a super lotação em diversas cidades do país. Enquanto o governo federal investiu milhões na produção de um medicamento que não tem efeito comprovado, a cloroquina, fechou os olhos para os verdadeiros problemas da população no que diz respeito à saúde, onde faltam os produtos necessários desde o diagnóstico da doença – o governo prometeu 46 milhões de testes a população no SUS, mas o que foi entregue não passou de 3 milhões – além da falta até mesmo de medicamentos sedativos para a entubação de pacientes graves.

O governo não investiu em Saúde e ainda desde o princípio viveu de negacionismo quanto à gravidade do problema e incentivou que todos continuassem a “tocar a vida”, já que os interesses da burguesia precisavam continuar a serem atendidos, e essa irresponsabilidade não se resumiu apenas ao presidente. Governadores e prefeitos encontraram uma forma perfeita de demagogia para com os trabalhadores, pois colocaram em prática o isolamento social fajuto onde uma pequena parcela da população realmente se beneficiou com isso e conseguiu se proteger, e além de não gastar aquilo que era preciso com a população ainda consegue jogar a culpa nas costas do trabalhador sobre a verdadeira catástrofe que nos assombra, afinal as pessoas “não estavam cumprindo o isolamento social”, mas não é levando em consideração que os trabalhadores sempre foram obrigados a trabalhar porque o Estado não deu nenhuma condição para que o isolamento social fosse realmente feito por todos, e não se tornasse apenas um privilégio de poucos.

Agora, em que nos encontramos mergulhados numa verdadeira hecatombe da classe trabalhadora em benefício do capital, os problemas continuam com um quadro cada vez pior. Não conseguimos ter controle sobre o que está acontecendo, não conseguimos saber nem ao menos qual o número exato de mortos e infectados, pois as informações são imprecisas além de outro grande problema quanto à pandemia que é a subnotificação. Faltam equipamentos, medicamentos, profissionais de saúde – não podemos deixar de lembrar de todos aqueles que perderam suas vidas no combate a pandemia pois não tinham as condições necessárias de se protegerem e salvarem seus pacientes – além de todos os outros problemas da Saúde que aqui já foram apresentados e denunciados várias vezes também em outros artigos do Diário Causa Operária. Mesmo quando aparece uma ponta de esperança para o fim da pandemia com a evolução de vários testes com vacinas – inclusive o Brasil tinha reais condições de também participar desses estudos, mas não recebeu os incentivos e investimentos do governo –  o país corre sérios riscos de continuar sofrendo com as mortes pela Covid-19 porque o governo não faz planejamento algum para que todos os equipamentos estejam prontos quando a vacina estiver disponível para a população, que segundo as previsões deve ocorrer no começo de 2021.

Segundo Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Brasil leva cinco meses para produzir 50 milhões de seringas, sendo que somente para a vacina da Covid-19 seriam necessários 300 milhões de seringas no mínimo, além de precisar atender também todo o calendário de vacinação que o país já possui. Enquanto isso o governo ainda não fez nenhum planejamento e irá “tentar” resolver essas questões tão simples de logística em cima da hora, justamente porque não há interesse em resolver, e a vacina pode até mesmo se limitar a uma parte restrita da população.

O que podemos concluir é que se o Brasil vive essa catástrofe é porque ela tem um culpado, e não são os trabalhadores, mas sim o governo golpista e genocida de Jair Bolsonaro e todos aqueles que de forma demagógica e irresponsável estão brincando com a vida dos trabalhadores. Para que as condições necessárias para sobreviver sejam postas aos trabalhadores é necessário urgentemente a organização popular e a derrubada do governo Bolsonaro e toda a extrema direita do país, para que os trabalhadores consigam sobreviver e não pague pela crise sanitária e econômica que a burguesia causou, a classe operária deve defender os seus interesses dentro da incansável luta de classes com a burguesia.

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