Direção golpista do Banco do Brasil persegue trabalhadores que lutam pelo direito a receber pelas 7ª e 8ª horas trabalhadas

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A direção do Banco do Brasil está ameaçando os funcionários, através de coações, que ocupam cargos comissionados de 8h para que migrem para os cargos de 6h, acarretando a diminuição dos salários, para aqueles trabalhadores que têm ações judiciais contra o banco para o pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas e não pagas pela empresa.

O Banco do Brasil passou um longo tempo descumprindo as leis trabalhistas (CLT) em relação à jornada de trabalho dos bancários de 30 horas semanais, o que gerou um imenso passivo trabalhista, ou seja, os trabalhadores ficaram credores do banco, tendo o direito a receber como adicional de horas-extra, as horas trabalhadas a mais e outras vantagens incidentes nos salários: férias, anuênios, etc.

Os trabalhadores que tem processo na justiça para receber as 7ª e 8ª horas trabalhadas e não pagas pelo banco estão sendo sistematicamente ameaçados pela direção da empresa. Em mais um caso dessas perseguições, três funcionários, em Curitiba, foram descomissionados sumariamente pelos seus supervisores por não concordarem com a migração para 6horas com redução salarial.

Os bancários do Banco do Brasil precisam dar um basta à política de ditadura que vigora dentro da empresa contra os trabalhadores. Os ataques são sistemáticos através dos descomissionamentos, demissões, arrocho salarial, assédio moral para obrigar os funcionários a venderem produtos bancários. É uma política de terror de intimidação para tentar calar a boca dos trabalhadores pela luta dos seus direitos.

É necessário organizar, imediatamente, uma grande mobilização de toda a categoria bancária, juntamente com os demais trabalhadores na luta contra o golpe de Estado que aprofundou a ofensiva dos banqueiros, dos capitalistas e seus governos contra a classe trabalhadora e a população em geral.