Campanha militante
Uma campanha militante, para uma população que quer lutar
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Ato de campanha eleitoral do Partido da Causa Operária na capital paulista | Foto:SENAPRO

Na última segunda-feira (9), foi realizada a reunião do Comitê Central Nacional (CCN) do Partido da Causa Operária. O encontro aprovou a realização da 31a Conferência Nacional do Partido, nos próximos dias 21 e 22 de novembro. Ela terá a finalidade de discutir o balanço das eleições, as perspectivas da situação política e a posição nacional do partido perante o segundo turno das eleições.

O ponto principal da discussão no CCN foi a análise política da situação internacional no sentido de situar a política partidária, constatando a necessidade central do crescimento decorrente da situação de desagregação da direita e da esquerda e da direita tradicionais, com o consequente crescimento político da extrema-direita e da disposição de lutas da população. A polarização política, portanto, indica o descontentamento geral quanto às forças tradicionais da política e exigem alternativas radicais que solucionem os problemas cada vez mais intensos da população. 

Nesse sentido, a vontade de “fazer alguma coisa”, a vontade de mudança, e a percepção de um profundo descompasso entre a política dos setores tradicionais e as novas necessidades da população, levam à busca por uma organização que responda às perguntas fundamentais com uma política concreta. O Partido Revolucionário, portanto, é o único com a capacidade organizativa e programática para dar vazão a necessidade de organização e respostas por parte da população. Na contramão, a direita organiza as organizações fascistas que agem com falsas soluções para a população, uma demagogia na tentativa de disputar o espaço político com a esquerda revolucionária. 

As eleições Norte-Americanas, nesse sentido, explicitaram os elementos fundamentais da política a serem considerados. De um lado, a unidade da burguesia imperialista contra a vitória eleitoral de Donald Trump. Para tanto, a unificação de setores da esquerda pequeno-burguesa ao partido democrático nas eleições.  De outro, a denúncia de golpe pelo próprio Trump, apoiado não apenas pela extrema-direita mas por setores operários, interessados na repatriação das fábricas. A terceira questão escondida na situação é a crise social que, de fato, capitalizou a posição do aspirante a candidato pelo partido democrático, Bernie Sanders. 

A polarização entre Sanders e Trump deixou mais clara a situação que se desenvolve nos EUA. Nas prévias do partido democrático, o candidato da ala esquerda do partido mobilizou todo um setor militante disposto a travar uma luta real por direitos sociais. Os latinos, negros e jovens eram os principais setores dessa ala. Do lado oposto, Trump catalisa a extrema-direita junto ao eleitorado conservador dos EUA. Já com Biden e a campanha frenteamplista com efeito espantalho contra o Trump fez um candidato direitista como o Biden ser representante de setores da esquerda, enquanto o próprio Trump recebeu os votos do setores descontentes com a política tradicional, como da classe operária e dos latinos. 

Essas eleições podem ser usadas como parâmetro para o entendimento do quadro político sul-americano. A vitória do MAS na Bolívia, a constituinte antidemocrática no Chile e a eleição de Alberto Fernandez na Argentina, são situações mais próximas do que seria a vitória de Biden nos EUA do que seria a vitória de um candidato como Bernie Sanders. Isso significa que, em maior ou menor grau, essas situações são manobras de contenção da polarização política a partir da coalizão entre a esquerda pequeno-burguesa e a burguesia tradicional. No Brasil, essa situação se desenha com as candidaturas frente-amplistas, como a campanha de Boulos em São Paulo.

A reaproximação da esquerda que apoiou o golpe de Estado, como o PSOL, o PCB e o PCdoB, da burguesia golpista, é uma situação que visa a restituição dos setores tradicionais da burguesia, então em crise por conta da intensa polarização política dada pela luta contra as forças golpistas. Nessa situação, guardadas as devidas proporções, o isolamento da figura de Lula, assim como o isolamento de Bernie Sanders nos EUA, é a única forma de restabelecer o regime golpista com as suas figuras tradicionais. O boicote a Gilmar Tatto (PT), com a campanha da imprensa em torno de Boulos, finalmente é a ponte para a transferência de votos do PT para o PSDB através do impedimento de que o Partido dos Trabalhadores chegue ao segundo turno e, finalmente, opte pelo voto útil no “menos pior”.

É importantes destacar, que o controle da burguesia tradicional em maior ou menor coalizão com a esquerda, não impede o processo de polarização política. Pelo contrário. A polarização é derivada de elementos exteriores às eleições, pela situação concreta do desenvolvimento das contradições sociais no capitalismo. A miséria, o desemprego, a inflação, a violência policial, todos esses são elementos que se agravam e, finalmente, que acentuam a tensão social. Portanto, tanto Biden, quanto Luis Arce, quanto Fernandez terão de dar uma resposta para essa contradição fundamental. Na falta disso, o aumento das contradições também significam o aceleramento da desagregação da política tradicional e, portanto, da criação de uma situação que se resume na luta das forças revolucionárias contra as forças reacionárias. 

Como partido revolucionário, o PCO se organiza para crescer como parte da evolução política da classe operária diante da crise histórica do capitalismo. A modificação da correlação de forças no Brasil, hoje, passa pelo crescimento da força revolucionária organizada e, portanto, pelo crescimento do PCO. Essa questão fundamental na luta política atual é alvo constante de discussão e trabalho num partido que se preocupa, dia a dia, com o desenvolvimento da situação no sentido das vitórias progressistas. 

O balanço da participação do partido nas eleições, com número recorde de candidatos, campanha de porta em porta nos bairro populares, panfletagem nas fábricas, dentre tantos outros fatores, indicam a popularidade da nossa política que pode ser entendido como a comprovação das aspirações de luta da população. Nesse sentido, o nosso partido já se prepara para a luta política do próximo período, lançando as palavras de ordem, Fora Bolsonaro e Lula candidato em 2022.

Para analisar esta situação de modo mais profundo, fazer o balanço das eleições e das perspectivas colocadas para a luta dos trabalhadores no próximo período, o PCO vai realizar sua Conferência, sendo – uma vez mais – o único partido da esquerda, verdadeiramente democrático que realiza uma ela discussão entre seus militantes para adotar decisões coletivas e centralizadas, como a posição do Partido diante do segundo turno das eleições e das lutas da próxima etapa.g

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