Direito democrático
Dando sequência a entrega da estatal, sendo que, para concretizar suas intenções, a direção da Petrobras utiliza-se até das eleições para punir petroleiros
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Tanques de biodiesel da Petrobras | Foto: Reprodução

Neste domingo (15), dia em que foi realizado o primeiro turno das eleições municipais, no país, a direção da Petrobras emitiu um comunicado aos trabalhadores com o intuito de impedi-los de usar do direito de votação. Conforme artigo publicado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a direção da estatal, em uma medida inusitada, pois, nunca houve situação como essa foi emitido um comunicado interno onde dizia que os petroleiros deviam justificar o voto e manter a escala normal de trabalho.

Durante a última semana, entidades sindicais que representam os mais de 46 mil trabalhadores do Sistema Petrobrás foram surpreendidas com o teor de um Documento Interno Petrobrás (DIP), que é semelhante a um decreto, com orientações relacionadas às eleições municipais deste domingo (15) e também no segundo turno, que ocorrerá no próximo dia 30. Em deliberação inédita, a estatal determina que petroleiros do regime de turno ininterrupto de trabalho, com jornadas conflitantes ao horário de votação, deverão justificarem seus votos por meio de declaração.
No documento, a empresa aponta que “o empregado deverá solicitar uma Declaração de Justificativa Eleitoral, para cada turno de votação” e, posteriormente, “preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE)”, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral.

O diretor do SINDIPETRO-MG Guilherme Alves relata que, esse movimento é um ataque político à categoria. “Entendemos que a gestão bolsonarista tem interesse político ao fazer isso. É claramente um ataque ao direito de voto dos trabalhadores, diferentemente dos anos anteriores quando as unidades realizavam ajustes nos horários do turno de forma a permitir a votação dos trabalhadores”.

Para os golpistas não existe diálogo

Conforme a direção do Sindicato, em Minas Gerais, devido a falta de qualquer diálogo com a direção da empresa foi enviado reclamações aos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais das quatro bases do estado – Betim, Ibirité, Juiz de Fora e Montes Claros. Até o momento, recebeu decisões favoráveis em Betim e Montes Claros.
Roberto Castello Branco, atual presidente da Estatal Petrobrás está mais uma vez, arrumando qualquer pretexto para continuar a perseguição aos petroleiros, com ocorreu, recentemente, também, em Minas Gerais, onde o gerente da Refinaria Gabriel Passos, Regap, que mal tinha chegado e já puniu quatro diretores sindicais em 19 dias. A mais recente ocorreu no dia 26 de outubro, contra o diretor do Sindipetro/MG Cristiano Almeida, do QP, punido com 20 dias de suspensão.

Os diretores suspensos sofrem perseguições políticas com o único intuito de desmobilizar nossa resistência atacando lideranças da categoria. Sendo que, todas as punições apresentam características semelhantes: argumentações subjetivas, rasas e sem fundamento, processos inquisitórios instalados pela empresa sem garantia de gravação, cópia ou testemunhas.

O governo Bolsonaro através de seus pupilos como o atual presidente Castello Branco, estão se utilizando de todos os meios possíveis e imagináveis para minar toda e qualquer investida contra a entrega da Petrobras e, no caso do comunicado, isso é mais uma utilizadas pelos que estão entregando todo o patrimônio do povo, ao imperialismo, principalmente o norte-americano.

Os trabalhadores devem manter a mobilização contra a privatização de mais uma das estatais de nosso país e, para isso, devem chamar outras organizações do movimento operário, seja do setor público e/ou privado, movimentos sociais e populares para, de conjunto imponha um freio aos ataques do governo.
Fora Bolsonaro e todos os golpistas, eleições gerais com Lula candidato.

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