Petroleiros e a privatização
Petroleiros de Cubatão ficaram 11 dias confinados, devido a política de sucateamento da empresa que colocaram-nos em cárcere privado. A direção é que deveria ser encarcerada
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Ato após 21 dias de greve dos petroleiros, em fevereiro de 2020 | Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro, o banqueiro, neoliberal e ministro da economia Paulo Guedes, bem como o atual presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco decidiram aprisionar, em uma unidade, 73 trabalhadores, bem no período da greve da deflagração da greve pelos trabalhadores, em luta contra as demissões, bem como às privatizações de uma das maiores estatais do país.

Os trabalhadores que tinham iniciado seus turnos no dia anterior foram impedidos de deixar seus postos. Segundo o MPT, a empresa alegou “situação de segurança” para mantê-los na atividade.

Na época, a direção da Petrobrás, tinha anunciado a demissão de mais de mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen/PR), dentre os trabalhadores dentro os trabalhadores da Fafen, mais de 400 eram da Petrobrás.

A direção da Petrobrás, que controla a Fafen, simplesmente rasgou o acordo Coletivo da categoria, fechou a empresa e demitiu no maior descaramento, os trabalhadores. O Acordo Coletivo dos Trabalhadores reza que ao não é permitida a demissão em massa e que toda e qualquer decisão deverá ter a participação dos representantes dos trabalhadores. Ou seja, foi tomada uma decisão unilateral.

Relato de trabalhadores que ficaram 150 em cárcere privado na unidade de Cubatão

Os 73 petroleiros, quando terminou o turno de trabalho deles, foram aprisionados por ordem da direção, comandada pelo amigo do banqueiro Paulo Guedes, o atual presidente da Petrobrás Roberto Castello Branco, sendo que o último a sair só conseguiu após um mandato de segurança, o qual foi entregue no dia 17 de fevereiro, ou seja, 11 dias após o aprisionamento. Se eles estão fazendo isso com os trabalhadores, são capazes de tudo o que se pode imaginar, a exemplo da entrega do país da empresa e, consequentemente de todo o patrimônio do povo brasileiro.

O MPT diz que, apesar da decisão garantindo o contingente de funcionários, a estatal impediu que 73 trabalhadores deixassem seus postos de trabalho.

O Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista chegou a entrar com um pedido de habeas corpus coletivo para liberar o pessoa. A liminar da 2ª vara do trabalho de Cubatão saiu no dia 12 de fevereiro.

Porém, segundo a procuradoria, a empresa ainda manteve 26 pessoas trabalhando até 21 horas do dia 13, somando oito dias consecutivos de trabalho.

Segundo os trabalhadores ouvidos pelo MPT, a empresa sempre deixou claro que só poderiam sair dos postos de trabalho se houver rendição presencial feita por outro trabalhador.

Um deles relatou que, após ser obrigado a ficar 150 horas na refinaria, só foi liberado quando o oficial de justiça chegou com a ordem judicial, obrigando a empresa a fazer a substituição.

O regime de escravidão impera nas unidades da Petrobrás

O MPT diz ainda que diversos empregados relataram cansaço, dores de cabeça e pelo corpo ao deixarem a refinaria. Os funcionários mantidos na ativa disseram ter cochilado em bancos e colchões improvisados.

Ainda assim, segundo os relatos recolhidos pela procuradoria, em alguns setores isso não era possível, pois cabia ao funcionário à responsabilidade de manter a unidade operando, o que teria levado os trabalhadores a recorrer diariamente ao serviço médico.

“O comportamento da empresa foi draconiano, absolutamente despreocupado com a saúde de seus empregados, unicamente focado no desenrolar das suas operações”, afirma o procurador Rodrigo Lestrade.

Além dos pedidos de indenização, o MPT quer que a Petrobras seja obrigada a observar os limites de horário e do intervalo de 11 horas entre as jornadas, além do descanso semanal, mesmo em caso de greve.

Caso a Petrobrás seja condenada, terá que pagar R$100 milhões de danos morais coletivos e mais R$100 mil para cada trabalhador que estava encarcerado, nas mãos dessas direções que têm como objetivo a entrega tudo de bandeja aos abutres internacionais, principalmente ao imperialismo norte-americano. Em detrimento dos trabalhadores e do povo brasileiro.

a Direção e os golpistas é que deveriam ficar encarcerados, trabalhando no lugar dos 73 petroleiros, para ver o que é bom.

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