Escravidão
A atitude da direção da Petrobrás de estar fazendo com que os petroleiros trabalhem em “home office”, mesmo estando com coronavírus, faz parte do plano privatista
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Funcionário da Petrobrás | Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro é o governo antipovo, da destruição da infraestrutura púbica, da liquidação das empresas públicas e, sobre tudo, de aumentar a exploração do trabalhador no sentido de diminuir sua autoestima para que esse trabalhador reaja cada vez menos aos ataques desferidos pelo governo golpista.

Essa é a lógica que trabalhadores mesmo infectados pelo coronavírus tenham que trabalhar, é o que está acontecendo com os funcionários da Petrobras.

Após várias reuniões com a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobrás, onde a FUP e os sindicatos petroleiros realizaram diversas cobranças sobre os cuidados com a saúde dos trabalhadores, ou seja, qual é o melhor ritual de atendimento aos trabalhadores com Covid-19.

Quanto aos apontamentos o EOR esclareceu o que cada código representa: Código 2037 – Tele trabalho; Código 1001 – Afastamento médico e Código 1082 – Quarentena, esses códigos vão ficar nas escalas dos trabalhadores.

Apesar de não ter sido definido qual seria o apontamento correto, a Petrobrás afirmou que haverá o registro da orientação médica para cada um dos casos. O trabalhador poderá verificar pelo sistema no Minha Saúde, presencialmente nas enfermarias das unidades ou entrando em contato por telefone com o setor médico.

Segundo Coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira: “Não entendemos como coerente algo diferente de afastamento médico para um trabalhador contaminado pela COVID-19. Contudo a empresa afirmou que esse era o entendimento e que haveria registro por exemplo de que uma pessoa com a COVID poderia trabalhar em home office. E que haveria uma liberação médica registrada para isso”

Diante das circunstâncias a Federação Única dos Petroleiros (FUP), tem a seguinte orientação:  Todo o trabalhador detectado com a COVID-19 no sistema Petrobras tem o direito a ser atendido e orientado individualmente por um médico, não sendo possível uma orientação coletiva, pois isso significaria que não ocorreu a avaliação do trabalhador. Além disso o trabalhador deve ter acesso a todas as orientações e não deve aceitar que seja diferente disso.

Caso não sejam encontradas estas orientações, pode ter havido omissão por parte do setor Médico e seus gestores devem responder por isso. Ou o RH exerceu ilegalmente a medicina, quando assumiu a responsabilidade de conduta de saúde do trabalhador sem um atestado médico para dar respaldo. Que possa afastar o trabalhador pelo tempo que for necessário para o seu tratamento.

Os ataques contra os trabalhadores e as condições de vida da população no governo de extrema direita de Jair Bolsonaro e cada vez mais intenso. O objetivo no caso da Petrobrás  é a privatização e a entrega de todo espólio estatal para os capitalistas, o resultado é a total retiradas dos direitos e conquistas dos trabalhadores, só a luta organizada e sistemática contra o governo golpistas de Jair Bolsonaro pode garantir a manutenção dos salários e o  direito ao tratamento médico que está sendo questionado pela direção bolsonarista da estatal.

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