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Há tempos tínhamos notícias, no Brasil, sobre o sumiço de animais do Zoo na Argentina. Estavam desaparecendo os animais e, ossadas encontradas no entorno denunciavam o crime como famélico, alguns pobres argentinos estavam comendo os animais do Zoológico. Eram tempos da impertinente visita do famigerado FMI.

Pois a um ano e meio das próximas eleições presidenciais, o chefe de Estado argentino, Mauricio Macri, hospedou, novamente, na Argentina o FMI. É claro que Macri vai assistir a sua própria derrocada e, nos últimos seis meses, sua popularidade caiu 15 pontos porcentuais, com uma deterioração acentuada no início do mês passado, após pedir socorro ao FMI.

A classe média, principal camada apoiadora de fascismo e “neoliberalismos”, é também a principal eleitora de Macri e, já arrepia os cabelos preocupada com medidas de austeridade tomadas por Macri para atender ao FMI.

Macri sela irremediavelmente seu destino. Qualquer acordo com o FMI é mal recebido no país, pois a população associa o órgão à crise de 2001, que levou 57,5% dos argentinos à pobreza, lembra o analista político Sergio Berensztein. Uma recente pesquisa apontou que 75% dos argentinos reprovavam um socorro do Fundo.

O neoliberalismo deixará atrás de si a Terra arrasada, a destruição que só uma guerra pode fazer. Macri já não pode contornar a crise cambial – que fez o dólar passar de uma cotação de 20,2 pesos no país para 24,9 pesos.

“Esse foi, de longe, o pior momento do governo Macri. Um setor importante da sociedade, a classe média, ficou muito preocupado com a economia. E esse é justamente o eleitor mais importante do Cambiemos (a coligação do presidente)”, acrescentou. É a classe média, disse ele, que está acostumada a comprar dólares para poupar, já que o argentino não confia na moeda local nem no sistema bancário. Com a desvalorização do peso em 50% nos últimos 12 meses, essa parcela da população se viu prejudicada.

Tudo que é sólido se desmancha no ar, dizia Marx. Há pouco mais de seis meses, Macri havia se consolidado como força política dominante no país, após vencer as eleições legislativas. Sua coligação encerrou a disputa com 42% dos votos para a Câmara dos Deputados e 41% para o Senado – o kirchnerismo conseguiu 22% e 30%, respectivamente. Hoje Macri ver dissolver o que parecia eterno, perene, forte e permanente.

Os capitais internacionais pairam sob os países como aquelas naves gigantescas do filme Independence Day, sugam recursos e capitais e se vão deixando atrás de si a miséria e a destruição. Após sofrer fuga de capitais na Argentina, Macri, anunciou, no início de maio, um pedido de ajuda ao FMI. O governo não divulgou o valor do empréstimo em negociação, mas, segundo a imprensa, seria em torno de US$ 30 bilhões.

Uma dívida externa impagável. Com dívida externa estimada em US$ 340 bilhões, a Argentina é vulnerável a turbulências internacionais e foi o país mais prejudicado pela valorização do dólar neste ano. Ajudaram a desencadear a crise no país a perda de credibilidade do Banco Central após o relaxamento da meta de inflação de 10% para 15% neste ano, a criação de um imposto sobre ganhos financeiros de investidores estrangeiros e a avaliação de que os déficits fiscal e corrente continuam altos.

Só a classe operária é a depositária das esperanças de nossos vizinhos. Só a derrota do regime com uma imensa e vigorosa greve geral pode abrir perspectivas para a classe trabalhadora e oprimida.

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