Presidenta golpeada
Derrubada pelo golpe de Estado de 2016, Dilma Rousseff lembra o absurdo de se defender os direitos democráticos da população e a permanência do governo Bolsonaro
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
dilma
Ex presidenta Dilma Rousseff | Foto: Arquivo/Causa Operária

A ex-presidenta Dilma Rousseff deu uma entrevista à Carta Capital no último 6 de julho, onde lembra o caráter inócuo, meramente propagandístico, por trás de iniciativas que dizem defender a democracia mas não levantam a palavra de ordem do “Fora Bolsonaro”. Segundo a petista, a questão é vital por que a direita não tem outro nome para substituir o fascista, sem o qual, “eles não conseguem executar 1/3 da pauta”, que ainda classifica as tais frentes como “bricadeirinha”. Dilma está absolutamente certa.

Como vem sendo defendido por este Diário Causa Operária, o ponto fundamental da política de qualquer movimento que pretenda lutar contra o fascismo e a ditadura no país tem que ser o fim do governo de Jair Bolsonaro. Produto direto do golpe de Estado que derrubou a ex-presidenta Dilma em 2016, o governo Bolsonaro já foi definido por Rodrigo Maia (DEM-RJ), com alguma dose de cinismo, como a soma dos erros da direita.

Isso por que durante a luta para derrubar Dilma, a burguesia se viu sem outra opção para dar continuidade aos ataques pretendidos contra os trabalhadores, tendo por isso, não fosse recorrer ao fascista. O problema da burguesia é muito mais profundo do que a mera demagogia, o que é lembrado também pela ex-presidenta: “Eles apostaram na tutela do Bolsonaro, apostaram que ele seria moderado assim que subisse ao poder.”

A burguesia não quer democracia alguma. Quer, isto sim, alguém que execute o programa golpista, o que inclui roubo da Previdência, fim dos direitos trabalhistas, redução salarial, espoliação direta do tesouro púbico e restrição às liberdades democráticas, atendendo os grandes capitalistas em tudo e que seja, de alguma forma, “moderado”, ou seja, que possa ser controlado pela burguesia e não tenha o leque de contradições que acompanham Bolsonaro.

Sustentando-se em uma base social pequeno-burguesa de direita, o presidente frequentemente se vê em choque com os interesses dos grandes capitalistas, como ficou exposto no caso da política de isolamento social defendida pelo imperialismo mas confrontada pelos setores da pequena burguesia que compõe a base de sustentação do regime bolsonarista.

Destacando a dificuldade da burguesia em “moderar” o bolsonarismo e lembrando o absurdo de se dizer contra a instauração de uma ditadura militar ao mesmo tempo em que defende a continuidade de Bolsonaro no poder, Dilma Rousseff coloca em evidência a contradição que marca tais movimentos, que de forma nenhuma se confundem dessa forma por erro mas por um cálculo político que tem como finalidade, piorar as condições de vida do povo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas