Lula 2022
Os abutres se revelam, querem se nutrir do cadáver de Lula
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2014.08.23 - Porto Alegre/RS/Brasil - Presidente Dilma Rousseff conversa com prefeitos gaúchos, na Capital. | Foto: Ramiro Furquim/Sul21.com.br
Dilma Rousseff | Ramiro Furquim/Sul21.com.br

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO foi o primeiro a advertir, ainda em 2016, que o golpe de Estado que depôs Dilma Rousseff só estaria completo quando a ameaça representada pelo ex-presidente Lula fosse definitivamente afastada, esta tese tem sido comprovada pelos constantes ataques da burguesia a Lula desde o golpe e que levaram a sua prisão. Com a aproximação de 2022 a burguesia volta a apontar suas armas para Lula, inclusive através de elementos direitistas dentro da própria esquerda. A novidade que aponta nesse início de dezembro porém, é uma forte reação dentro da esquerda às manobras para afastar o ex-presidente.

Esta reação teve início depois da péssima repercussão que teve as falas de dois integrantes do PT que propunham a aposentadoria compulsória de Lula. A primeira delas partiu de um membro pouco conhecido do diretório nacional do PT, Alberto Cantalice, que afirmou de forma desrespeitosa que “Lula já deu muito para o PT. É hora de abrir espaço”. Para Cantalice Lula é o passado e em suas própria palavras “passado é passado”.

A segunda fala que também ficou entalada na garganta da militância petista veio de alguém com mais importância no partido, o senador baiano Jaques Wagner, que em entrevista concedida à rádio Metrópole, da Bahia, comentou sobre o futuro do PT após as eleições municipais: “A gente não pode ficar refém. Eu sou amigo irmão do Lula, mas vou ficar refém dele a vida inteira? Não faz sentido. É a minha opinião sincera …”.

As falas repercutiram de forma muito negativa dentro do PT, vários setores reagiram em defesa do Lula, dentre eles destaca-se a ex-presidenta Dilma Rousseff que reagiu pelo Twitter. A postagem, complementada com dois comentários para driblar a limitação de 140 caracteres imposta pela plataforma, inicia com a denúncia de que a direita vê em Lula uma ameaça e age para contê-la, mais que isso, Dilma inclui entre a direita aquele setor “que se disfarça de centro”.

Na segunda parte, a ex-presidenta explica o motivo do temor da direita, Lula é o favorito do povo. Ela afirma que “Defender e lutar efetivamente pela absolvição de Lula é a única saída para que surja um país democrático e com justiça social”. Este é o entendimento da ampla maioria da militância de esquerda, inclusive fora do PT.

Por fim Dilma conclui enaltecendo a importância de Lula como uma “força eleitoral” e alerta que lideranças como ele “não surgem repentinamente, pois são forjados em anos de lutas identificadas com o povo”.

A fala de Dilma Rousseff sintetiza a análise de que Lula é o a pedra no caminho dos golpistas rumo a estabilização do regime político, e que a única política viável contra o golpe é apoiar-se na enorme popularidade de Lula. Apenas ele é capaz de impulsionar a mobilização das massas, nas ruas, com a participação da militância do PT, da CUT e seus milhares de sindicatos, do MST e de um vasto espectro da população que não está organizada.

A reação tão desejada pela população, sobretudo pela parcela mais politizada, deve iniciar pela luta pela recuperação dos direitos políticos de Lula e por sua candidatura a presidência em 2022. Esta luta ainda encontra entraves dentro da própria esquerda, inclusive no PT, que trabalham por uma frente ampla com a burguesia. São aqueles que sonham com o cadáver político de Lula para se nutrir de sua popularidade, ou como muito bem qualificou Rui Costa Pimenta, os abutres como Ciro, que até já desistiu do disface, mas também Boulos e Manuela, que não perdem a oportunidade de uma foto ao lado do ex-presidente, mas que nunca moveram uma palha por sua libertação ou pela recuperação de seus direitos.

A frente ampla, tão aclamada após a vitória de Biden, só é possível se neutralizar o PT e principalmente Lula. É a união da esquerda com a direita tendo esta como carroça e aquela como cavalos. Esta composição se dirige a consolidação do golpe e trafega sobre os direitos democráticos do povo. Foi assim em 2018 quando a esquerda e o PT capitularam diante dos ataques do judiciário, instrumento dos golpistas. Aceitaram contra a vontade da militância a prisão de Lula, a qual diziam não passar de 5 dias, aceitaram a retirada de sua candidatura, mesmo sendo ele o favorito e o substituiram por Haddad, um político sem a menor identificação popular. Travaram uma campanha despolitizada, sem entusiasmo e chegaram inclusive a mudar suas cores do tradicional vermelho para o verde amarelo.

O resultado era óbvio, a derrota. Chegou-se a apontar o embate entre a Democracia e a Barbárie, mas era tudo da boca pra fora, no dia seguinte a eleição, Haddad, o representante da democracia, parabeniza e deseja boa sorte ao representante da barbárie, Bolsonaro.

A questão nesse momento é: Repetiremos 2018? Aceitaremos as regras impostas pela direita? Regras que são criadas, modificadas e extintas ao sabor dos acontecimento e sempre em desfavor da esquerda e do povo. A reação aos ataques recentes a Lula, com destaque para o twitter de Dilma indicam que não.

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