Hoje na História: 1945 – Alemanha assina rendição

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No dia 7 de maio de 1945, o Alto Comando das Forças Armadas (Oberkommando der Wehrmacht), assinou a rendição incondicional da Alemanha aos países Aliados, em Reims, na França, onde se encontrava Dwight Eisenhower, comandante supremo das Forças Aliadas.

Após anos de batalhas violentas por diversas partes do globo, a capital da Alemanha viveu o grande confronto entre o Exército Vermelho e as tropas nazistas de Hitler, travando o derradeiro combate no Velho Continente, que ocorreu de 16 de abril a 2 de maio. Ao final, vitória completa dos soviéticos, tanto bélica quanto simbólica e o Exército Vermelho, onde cerca de 70.000 soldados nazistas se renderam diante da entrada do Exército Vermelho na cidade.

Antes da assinatura do documento que oficializava a rendição, versões do mesmo foram feitas em quatro idiomas: alemão, inglês, russo e francês, e enviadas para aprovação dos Aliados em Londres, Paris e Moscou. O representante alemão na cerimônia em Reims foi o general nazista Alfred Jodl, designado para a assinatura por Karl Dönitz, então no comando da Alemanha.

A intenção inicial dos alemães era limitar os termos da rendição às forças que lutavam contra os Aliados Ocidentais, o que deixaria a União Soviética de fora. Diante da negativa de Eisenhower, o general nazista Jodl, após consultar o Almirante nazi, Karl Dönitz, assinou os termos impostos pelos Aliados, oficializando a derrota alemã. Acabava, assim, a Segunda Guerra Mundial na Europa, a segunda grande guerra de rapina, levada a cabo pelo nazismo alemão e os interesses dos países imperialistas em dividir o mundo sob seu controle econômico.

Estavam presentes na cerimônia os generais Ivan Susloparov, soviético; François Sevez, francês; e Walter Bedell Smith, estadunidense. Alfred Jodl foi feito prisioneiro após a rendição e posteriormente considerado culpado por crimes de guerra nos Julgamentos de Nuremberg, obtendo enforcamento como sentença.

Já a segunda ata de capitulação – que entrou para história – foi firmada em 8 de maio, em Karlshorstla, na periferia de Berlim, na Escola de Engenharia Militar da Wehrmacht, local que serviu de abrigo para as forças soviéticas. O documento final da capitulação alemã indicava que a Alemanha seria “completamente desarmada” e haveria a liquidação do Partido Nazista. Determinava também a libertação de todos os prisioneiros de guerra e a ata foi redigida nas mesmas quatro línguas.

Após a assinatura do acordo, os chefes de estado daquele período, como o norte-americano Harry Truman, o britânico Winston Churchill e Stalin, anunciaram de forma oficial o fim de um conflito que deixou um saldo pavoroso de aproximadamente 55 milhões de mortos.