28 de junho de 1918: começa a nacionalização das grandes industrias na Revolução Russa

No dia 28 de junho de 1918, acontecia finalmente o ápice de todo um processo de luta operária na Revolução Russa, com a promulgação pelo Sovnarkom (Conselho do Comissariado do Povo) do decreto de nacionalização das grandes indústrias e estabelecimentos comerciais. A ação tinha como foco converter as propriedades privadas em propriedades estatais, nos principais setores e empresas da economia russa.

Voltando um pouco, em maio de 1918, o Congresso Panrusso de Conselhos de Economia Nacional se reúne em Moscou, participando delegados do Vesenkha (Conselho Supremo da Economia Nacional da União Soviética), de seus glavki (Conselho de Trabalho e Defesa) e os sindicatos. Os Conselhos Operários ou Sovietes enquanto colegiados, ou corpos deliberativos, constituídos de operários ou membros da classe trabalhadora que regulam e organizam a produção material de um determinado território, ou mesma indústria, foram a principal força revolucionária para pressionar esse processo, pois, dentro da sociedade russa havia uma grande sabotagem da burguesia e até mesmo de sindicalistas. Os sindicatos estavam subordinados ao Estado, bem como os sovietes eram o corpo e o Estado à cabeça do processo revolucionário, segundo o que fora decidido no primeiro Congresso Panrusso de Sindicatos.

Assim, enquanto a guerra civil contra as potências invasoras estava latente para os revolucionários, em meio a tantos processos complexos de luta dentro da revolução que tinha apenas 7 meses, em 28 de junho de 1918, se inicia esse fundamental passo da nacionalização de todas as indústrias principais na URSS. Dessa forma, o trabalhador passa a prestar serviço para o avanço coletivo de sua sociedade e não mais para si mesmo.