25 de maio de 1810: Argentina conquista sua Independência

No dia de hoje na História, vamos relembrar alguns lances da luta dos argentinos pela Independência, iniciada em 1810 na capital de Buenos Aires no Vice-Reino do Rio da Prata. A luta à época foi travada principalmente pelos ‘criollos’ – espanhóis nascidos na Argentina -, que estavam se inflando de um forte fervor patriótico em um período extremamente conturbado na Europa que influenciaria toda América no século XIX.

O movimento de independência foi arrastado pelos episódios de guerras e revoluções que ocorreram no mesmo período, tais como: a “Reconquista“ e a “Defesa“ durante as invasões inglesas; a Revolução Francesa e do Haiti com as ideias do Iluminismo; a independência dos Estados Unidos; e a invasão da Espanha por Napoleão, fizeram os nativos da Argentina compreenderem que seriam capazes de governar-se sozinhos.

A independência de fato na Argentina se deu em 1816, mas teve sua origem numa série de acontecimentos registados seis anos antes. Em 13 e 15 de maio de 1810 chegam ao território do vice-rei Baltasar Hidalgo de Cisneros, diversas informações. Respectivamente, a confirmação de que as tropas de Napoleão Bonaparte tinham invadido Espanha e destituído o rei Fernando VII e, após, trazidas pelo barco inglês Milestoe deixa claro que a Junta de Cadiz estava a ponto de cair em mãos francesas. Em 18 de maio, Cisneros expôs os fatos e manifestou vontade de lutar pela coroa espanhola e pela “liberdade e independência” de toda a dominação estrangeira. Isto não foi suficiente para tranquilizar a população nem os Comandantes de Armas.

O vice-rei é posto em cheque. O mesmo tenta manter o poder e convoca um Cabildo Aberto, uma espécie de assembleia de homens bons, que se realiza a 22 de Maio. Na reunião participam as principais personalidades e proprietários da capital, que após longas discussões decidem formar uma Junta governativa, presidida por Cisneros.

A decisão provoca a fúria dos crioulos, que no dia 25, aos gritos de liberdade, liberdade, exigem na Praça Maior – hoje a Praça de Maio – a renúncia de Cisneros e a formação de um governo próprio.

Segundo fontes históricas, a ideia da Revolução começou a tomar força em reuniões secretas em diversos locais e rapidamente a ação de organizar a liberdade daquele povo se expandiu. Se deu assim a criação de uma sociedade secreta integrada, entre outros, por Nicolás Peña, Manuel Belgrano, Juan Paso, Hipólito Vieytes, Agustin Donato e Manuel Alberti., onde, as reuniões se davam nas casas de Vieytes, na de Nicolás Peña ou na quinta de Orma. Cornelio Saavedra ofereceu seu contingente armado, os Patrícios.