21 de junho de 1964: Ativistas pelos direitos civis assassinados: começa Mississipi em Chamas

No dia 21 de junho de 1964, Michael Scherwner, Andy Goodman e James Chaney, todos com menos de 25 anos, foram assassinados por membros da Ku Klux Klan no condado de Neshoba, estado do Mississipi.

Os três militantes mortos

Dois judeus e um militante sulista (Chaney), o ultimo sendo o mais ativo na miliância, o mais jovem e, principalmente, negro, foram perseguidos em um carro e alvejados por tiros de pelo menos 18 membros da KKK. Seus corpos foram achados 44 dias depois, em uma represa.

Os três militantes pelos direitos civis, ajudavam a registrar eleitores negros, no que era conhecido como o “Verão da Liberdade”. Iniciaram, no ano de 1964, uma campanha pelo direito do voto dos negros no sul dos Estados Unidos.

Viajaram do condado de Meridian até Longdale, no estado do Mississipi, para conversar com membros de uma igreja com maioria negra, que havia sido queimada. Após saírem do local foram presos.Saíram da prisão e foram perseguidos pela polícia e outros membros da KKK (muitos deles ex-fuzileiros navais e de outros grupos das forças armadas). Foram sequestrados, levados a um pântano e executados à queima roupa e enterrados em uma cova rasa. O carro foi incendiado; a igreja metodista do monte Sião foi incendiada.

O caso ficou conhecido como Mississippi Burnining (Mississippi em Chamas).

Carro encontrado  incinerado
Membros da Ku Klux Klan em 1964

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18 dos assassinos foram julgados; sete foram condenados; nenhum cumpriu mais que seis anos.

A KKK, surgiu em 1865 e perdeu força com o passar dos anos. Mas, com o acirramento politico, a subida de Trump ao poder, manifestações neonazistas e racistas de toda estirpe se reorganizaram e já mataram manifestantes, como em Charlotesville no ano de 2017, usando, como no passado, carros, tiros e bombas. Importante lembrar que os movimentos fascistas de direita, tem, como no caso de 1961, o apoio da polícia e das forças armadas.

O Cherife Lawrence Raynei, membro da KKK e um dos assassinos dos militantes

Membros da KKK que ajudaram no assassinato dos militantes

 

 

 

 

 

 

A luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos teve, como fato inicial, a decisão de Rosa Parks, em 1955, de sentar-se na parte dianteira de um ônibus segregado. O movimento tomou corpo no início dos anos de 1960. Eventos que desafiavam os fascistas, como o caso de Mississipi em chamas, levaram a diversas marchas, confrontos e uma luta constante para conseguir direitos para os negros norte-americanos. Nada foi conquistado de graça.

Presidente Lyndon Johnson, com Martin Luther King assinando a Lei dos Direitos Civis, em 1964

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui, o filme “Mississippi em Chamas” baseado nos fatos de 1961