20 de julho de 1944: conspiração quase mata Adolf Hitler

Hitler-Attentat vor 60 Jahren - Zerstörte Baracke

O dia 20 de julho de 1944, ficou marcado por um, dos diversos atentados, cometidos contra o líder nazista Adolf Hitler, onde, um grupo de oficiais próximos ao ditador organizou uma grande conspiração e quase vitimou o füher.

O plano de 1942, foi colocado em pé sobre um protocolo de emergência existente no governo nazista, modificado pelos conspiradores com o nome de Operação Valquíria, para garantir que o país funcionasse em casos críticos, com a mobilização do exército reserva para assumir o controle da situação. Essas situações poderiam ser desde a morte do líder até levantes da população civil, trabalhadores estrangeiros nas fábricas onde os nazistas invadiram e etc. E nesse sentido foi que os generais do exército alemão, insatisfeitos, modificaram o plano com a intenção de usar a força de reserva alemã para tomar o controle das cidades do país, desarmar a SS e prender a liderança nazista após o assassinato. A morte, ao invés da prisão, servia para que o juramento de lealdade dos oficiais não fosse utilizado contra eles.

Sobre o plano, um dos importantes conspiradores foi o conde – e coronel – Claus Philip Maria Schenk von Stauffenberg, um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista, mas, começou a questionar não só o genocídio de judeus, poloneses, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, em sua opinião “inadequada”, de comando militar alemão. O coronel teve a missão de carregar as bombas que mataram Hitler na Toca do Lobo, quartel-general do ditador na Prússia Ocidental. Junto com seu irmão Berthold e outros membros dessa “resistência”, articularam milhares de pessoas e elaboraram uma declaração de governo pós-queda de Hitler, defendendo a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitando o restabelecimento da democracia parlamentar.

É importante distinguir bem que o atentado de 20 de julho e a Operação Valquíria são duas coisas completamente diferentes mas que com a necessidade imediata se uniram. Assim, Valquíria, que era um protocolo em caso de situações extremas, serviu aos interesses do atentado de 20 de julho.

A situação que levou Hitler a escapar não é clara na história, havendo teorias sobre, como: o encontro foi adiantado para 12:30, pois Hitler receberia a visita de Mussolini, e essa mudança acabou atrapalhando Stauffenberg que armou apenas uma das duas bombas que levava; ou que uma suposta mudança do local da reunião, que, primeiramente, aconteceria no bunker – local fechado de concreto que queimaria todos na sala –  mas que acabou ocorrendo em uma cabana que estava com suas janelas abertas,liberando a energia do explosivo para o espaço aberto; bem como o posicionamento da bomba, pois o artefato que se localizava dentro de uma pasta foi posto em baixo da mesa de carvalho que provavelmente absorveu boa parte do impacto; e por último, há mais uma que diz que Stauffenberg não colocou a bomba desarmada dentro da pasta onde se encontrava a bomba armada, que, explodindo a primeira, a segunda bomba também explodiria matando todos no local.

Enfim, a bomba é armada, colocada na sala de conferência, o mesmo usa de uma desculpa para sair do local e às 12:42 a explosão acontece, matando 24 pessoas. Retornando a Berlim, o mesmo esperava que o golpe já esteja em andamento, mas tudo estava calmo demais. Ao chegar no quartel general, o Blendlerstrasse, o coronel é informado que as comunicações com a Toca do Lobo não tinham sido cortadas e o General Fromm – outro conspirador – afirmava que Hitler estava vivo, mas Stauffenberg não acreditou, desconsiderou a opinião de cancelar os planos e persistiu, enviando telegramas assinados por vários comandantes regionais onde se lia:

“O Führer Adolf Hitler está morto”. “Sendo essa a situação, o Wehrmacht assumirá o Reich”.

Mas Hitler não estava morto e às 15 horas, duas horas após o atentado, recebeu Mussolini na estação de trem e logo dá a notícia: “Duce, acabo de ter o maior golpe de sorte da vida”. Hitler leva Mussolini até o local da explosão, o ditador italiano diz que a sobrevivência de Hitler foi um milagre, fato que também convence o Führer de que Deus estava do seu lado.

Por volta de 23 horas, o general Fromm trai os conspiradores e os prende no Blendlerstrasse. Logo depois, Fromm ordena, sem as ordens de Hitler, que os conspiradores presos sejam fuzilados. Quatro homens são levados ao pátio do Bendlerblock e antes de ser fuzilado, Stauffenberg grita: “Es lebe das heilige Deutschland!” (“Vida Longa para a sagrada Alemanha!”). Fromm envia um telegrama dizendo a Hitler que os conspiradores haviam sido executados, esperando que essas últimas ações o salvariam, porém, dias depois Fromm é preso e mais tarde fuzilado.