1º de agosto de 1834: Abolição da escravidão no Império Britânico

O dia 1º de agosto de 1834, é marcado pela abolição oficial da escravidão no Império Britânico após um imenso período de lutas dos povos negros nas colônias, não só da Inglaterra. O “Ato de Abolição da Escravidão”, foi o documento oficial conhecido por libertar todos os escravos das colônias britânicas, porém, além do fato de não estarem  incluídos os territórios em poder da Companhia das Índias Orientais, Ceilão (atual Sri Lanka) e a Ilha de Santa Helena, que só tiveram a escravatura abolida em 1843, é preciso ressaltar que em um âmbito geral, essas “leis de abolição” foram resultado de levantes violentos dos escravos por sua liberdade, como no Haiti e no próprio Brasil.

Além de ressaltar que a “história oficial” esconde a luta do povo negro, devemos deixar claro que os termos práticos das leis, não libertavam os negros coisa alguma, pois, somente os escravos com idade inferior a seis anos foram libertados nas colônias e, como no caso brasileiro, nenhum escravo chegava aos 60 anos para ser liberto no nosso caso. Para os britânicos, quem estava acima da idade era redesignado como “aprendiz”, e sua servidão foi abolida em duas etapas, a última delas encerrada em 1º de agosto de 1840. A lei também previa uma compensação aos proprietários de escravos. O governo britânico levantou £ 20 milhões em indenizações pela perda de escravos, como bens comerciais, para os proprietários registrados dos escravos libertos.

Vale ressaltar também que as condições da própria sociedade não aboliram a escravidão, pois os negros continuaram a serem mal tratados, ficando à margem da sociedade tendo que se organizarem em clubes, seus bairros e periferias que foram criadas exatamente para mantê-los longe da vista do branco.