18 de julho de 1994 - Fim do Massacre de Ruanda

Uma das muitas histórias de horror promovidas pelo imperialismo mundial nas guerras do continente africano, aconteceu quando cerca de 1 milhão de pessoas foram massacradas em Ruanda por extremistas étnicos hutus, atacando os membros das comunidades minoritárias tutsi e seus adversários políticos.

Sobre a porcentagem referentes às etnias, cerca de 85% dos ruandeses são hutus e a minoria tutsi dominou por muito tempo o país. Porém, em 1959, os hutus conseguiram derrubar a monarquia tutsi e dezenas de milhares de tutsis fugiram para os países vizinhos. Um desses países foi Uganda, onde, um grupo de exilados tutsis formou um grupo rebelde, a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), que organizou e invadiu Ruanda em 1990 e lutou até que um acordo de paz fosse estabelecido em 1993.

O pretexto para o início do extermínio se deu na noite de 6 de abril de 1994, quando um avião que transportava os presidentes de Ruanda, Juvenal Habyarimana, e do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hutus, foi derrubado e os extremistas hutus culparam a RPF, iniciando a campanha de assassinato. Do outro lado, a RPF disse que o avião tinha sido abatido por Hutus para fornecer uma desculpa para o genocídio.

As fontes dão conta que a organização do genocídio em massa foi meticulosa, atacando seus opositores conhecidos e colocados em listas entregues às milícias juntamente com os nomes de todos os seus familiares. Essas utilizavam de todos os meios para achar seus opositores, carteiras de identidade apresentavam o grupo étnico das pessoas, então as milícias montaram bloqueios nas estradas e as mulheres que não eram mortas foram transformadas em escravas sexuais.

A guerra se generalizou e se espalhou, levando o horror à diversos territórios onde as milícias chegavam. Como a RPF estava bem organizada e apoiada pelo exército de Uganda e pelo governo belga, gradualmente conquistou mais território, até 4 de julho, quando as suas forças marcharam para a capital, Kigali onde dois milhões de hutus, incluindo civis, participaram do grande genocídio e depois fugiram pela fronteira com a República Democrática do Congo, na época chamado Zaire, temendo ataques de vingança.

O massacre teve interferência direta do imperialismo belga e francês que estimularam os hutus a promoverem o genocídio. A ONU também teve um papel nulo no massacre não atuando para conter o massacre e salvar vidas.

O general Paul Kagame, líder da RPF, declarou em 18 de julho de 1994 o fim da ofensiva.