10 de maio de 1933: nazistas organizam grandes queimas públicas de livros

Há 85 anos, no dia 10 de maio, os nazistas alemães iniciaram a famosa queima de livros em praças públicas. O evento durou até o dia 21 de junho e ocorreu em diversas cidades, tendo sido queimados mais de 20 mil livros de autores críticos e não alemães.

As juventudes nazistas, junto com vários elementos do aparato repressor do Estado, fizeram uma forte campanha, na qual havia uma competição entre os vários setores nazistas para ver quem conseguia ser mais eficiente na tarefa, mostrando toda a barbaridade da extrema-direita e seu ataque à cultura. Os autores alvo da queima eram muito variados, desde comunistas até mesmo escritores que não eram alemães. A seguir colocaremos alguns dos alvos: Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertolt Brecht, Lion Feuchtwanger, Leonhard Frank, Erich Kästner (que, anónimo, assistia na multidão), Alfred Kerr, Robert Musil, Carl von Ossietzky, Erich Maria Remarque, Joseph Roth, Nelly Sachs, Ernst Toller, Kurt Tucholsky, Franz Werfel, Sigmund Freud, Albert Einstein, Karl Marx, Heinrich Heine e Ricarda Huch.

O episódio é apenas mais um dos tantos ataques promovidos pela extrema-direita contra a cultura e a educação, sendo que em nosso país podemos muito bem identificar episódios parecidos realizados pelos golpistas como o MBL. O projeto Escola Sem Partido, que ainda não conseguiu aplicar todo o seu furor, pretende fazer o mesmo com diversos autores como Marx, Brecht, Thomas Mann. Desta vez, entretanto, eles ainda não apresentaram tanta coragem para queimar os livros em praça pública.