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Da redação – Na noite de quinta-feira (7), o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro tentou se explicar sobre as declarações, que deu em um evento dos fuzileiros navais no Rio de Janeiro, onde disse que a liberdade e a democracia brasileira dependem das vontades dos militares para existir – uma clara ameaça ao povo brasileiro.

Com isso, deixou explícito o fato de que os militares já controlam a situação política no Brasil, como ficou claro com a prisão de Lula e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A declaração, entretanto, repercutiu mal, e gerou crise dentro da própria base do governo. O vice-presidente e General Hamilton Mourão tentou explicar a frase de Bolsonaro, e o líder do Senado, apoiado por Bolsonaro, disse que a “declaração dá certo desconforto”.

Por isso, o presidente golpista tentou se explicar em transmissão nacional. Mas não conseguiu modificar. Muito pelo contrário, fortaleceu a posição que havia defendido de manhã. No vídeo, ele está ao lado do porta-voz do governo, o General Otávio Rêgo, substituto de Bebianno; junto a eles, o General Augusto Heleno, encarregado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão de repressão e espionagem do governo.

Bolsonaro reafirmou:

“No Brasil nós devemos às Forças Armadas a nossa democracia e a nossa liberdade, e assim é em todo lugar do mundo”, e “tentaram distorcer isso como se fosse um presente dos militares aos civis. Não é nada disso. As Forças Armadas são, por determinação constitucional e legal, os detentores do emprego legal da violência. Pode chocar alguns, mas é isso o que está escrito”.

E o General Augusto Heleno reafirmou também a declaração de Bolsonaro, dizendo que as Forças Armadas são “guardiãs da democracia e da liberdade”. Puro cinismo, os militares são responsáveis pelas maiores atrocidades que ocorreram no país nos últimos 50 anos.

Veja o vídeo:

 

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