Demissões na Embraer
Em assembleia virtual, os trabalhadores da Embraer referendaram a proposta de greve aprovada em assembleia presencial. É preciso ocupar as unidades para impedir as demissões
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Manifestação na Embraer contra as demissões. | Reprodução.

Os trabalhadores da Embraer, diante do anúncio de 2.500 demissões, realizaram uma assembleia virtual entre sexta (04) e sábado (05). Foi votada a proposta do Sindicato para a preservação dos empregos e o indicativo de greve aprovado em assembleia presencial foi referendado.

No total, 346 metalúrgicos participaram da assembleia. Cerca de 80% fazem parte do grupo de demitidos. Em duas perguntas, a categoria votou da seguinte forma:

1- Você é a favor da proposta do Sindicato contra as demissões na Embraer?

322 (93%) a favor

17 (5%) contra

7 (2%) abstenções

2- Você é a favor de referendar a greve aprovada na assembleia presencial do dia 3 de setembro?

303 (88%) a favor

22 (6%) contra

21 (6%) abstenções.

A proposta do Sindicato prevê o cancelamento das 2.500 demissões, estabilidade no emprego por 24 meses e redução dos salários superiores a R$ 50 mil pagos pela empresa.

O problema central é que os trabalhadores não serão mobilizados com assembleias virtuais. A própria votação da assembleia é um exemplo disso. Comparado apenas com o número de demissões pretendidas pela empresa, apenas cerca de 15% participaram da assembleia.

Sem dúvidas que a pandemia agravou a situação dos trabalhadores da Embraer, mas os ataques vêm de bem antes. Primeiramente, os golpistas entregaram a empresa de presente à americana Boeing e a reação do sindicato foi praticamente nula. Foram centenas de demissão e a principal “ação” do sindicato foi recorrer ao fascista Bolsonaro para que não entregasse a empresa para os norte-americanos (parece piada, mas não é). Depois, já na pandemia, a Boeing desfez o negócio. A Embraer aproveitou-se das leis do governo e reduziu salários e suspendeu contratos. Novamente o sindicato se calou, usando como pretexto a aceitação da proposta da empresa. Agora, a ordem é demitir.

Até o momento, a política da direção do sindicato tem sido recorrer à justiça do trabalho. Diante da campanha da empresa pelo  PDV que levou à “adesão” de 1600 funcionários, foi evidente o assedio da empresa para que os trabalhadores aderissem ao programa. Ao invés de organizar a luta, não foi feito nada diante do PDV, além, obviamente, do que pedir socorro à justiça. Agora a empresa que demitir mais 900 trabalhadores para totalizar o contingente de 2.500, que é o seu propósito desde o início.

Não há muitas alternativas. A direção do sindicato dirigido pela Conlutas tem como alternativa de luta convocar os trabalhadores a ocupar a empresa, fazer um chamado a que os demais sindicatos da região mobilizem suas bases, e promover uma gigantesca campanha na principal cidade em que está sediada a Embraer, São José dos Campos, em outras palavras, “tocar o terror” em São José dos Campos, ou mantém a política que tem levado às seguidas derrotas dos trabalhadores da Embraer.

Com a palavra a direção do Sindicato e a CSP Conlutas.

 

 

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