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Direita nos atos, uma manobra para eleger João Doria

Farsa da vacinação

Diante da mobilização por vacina, Anvisa monobra com Sputnik V

Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação excepcional de doses da Covaxin e Sputnik V

Com a aprovação provisória das vacinas russa e indiana, fica claro a necessidade de continuar a mobilização contra os golpistas – Reprodução

Nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação excepcional de doses da Covaxin e Sputnik V, a vacina indiana e russa respectivamente, possibilitando a importação de lotes específicos e com utilização conforme os interesses da Anvisa.

Quanto a vacina russa, a quantidade de doses será limitada a cerca de 1% da população de seis estados brasileiros que já haviam solicitado anteriormente a vacina. Assim, Bahia, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Piauí receberão as doses.

Já a respeito da Covaxin, vacina produzida na Índia, quatro milhões de doses serão importadas, sendo que seu uso ficará restrito a condições controlada pela Anvisa, das quais informações ainda não foram divulgadas. Dessa maneira, a Anvisa manobra em meio a crise e aprova, mesmo após rejeitar inicialmente as vacinas, a chegada de novos imunizantes.

Ambas as vacinas foram duramente atacadas pela imprensa burguesa até agora. A vacina russa sobretudo, sempre foi barrada buscando defender os interesses dos Estados Unidos, mesmo que em todo mundo sua eficácia fosse comprovada desde o primeiro momento. Em paralelo, a vacina indiana sofreu com a pressão dos países imperialistas, que suprimiram a produção de vacinas nos países atrasados, em prol do monopólio mundial da vacinação contra o novo coronavírus.

É necessário destacar que a aprovação destas vacinas ocorre apenas a explosão social que vem se dando em todo país. Após o vitorioso ato nacional de 1º de maio convocado pelo Partido da Causa Operária e Comitês de Luta, greves e manifestações passaram a ocorrer por todos os lugares.

Assim, os petroleiros, metroviários, professores e trabalhadores do transporte público, entraram em greve em realizaram manifestações exigindo vacinação completa da categoria. Em locais como São Paulo e Florianópolis, a greve dos professores se manteve até a categoria passar a ser efetivamente vacinada.

Além das greves, mobilizações explodiram no dia 13, contra a chacina realizada no Jacarezinho e posteriormente, exigindo vacina, emprego e auxílio, trabalhadores tomaram às ruas de todo país, reunindo mais de 200 mil pessoas nas ruas. Todas estas manifestações tiveram como uma das principais reivindicações a exigência de vacina para todos, contra o genocídio realizado pelo regime golpista.

Agora, com o anuncio da continuação das manifestações no dia 19 de junho, os golpistas foram obrigados a manobrar em meio a crise, e Bolsonaro, para garantir seu governo e reeleição, passa a demagogicamente impulsionar uma pequena campanha de vacinação. Dessa maneira, busca dar um sinal “positivo” em meio ao genocídio, de que a vacinação da população estaria avançando, mesmo enquanto o país atinge meio milhão de mortos.

Mesmo as aprovando, a agência busca colocar uma série de restrições no uso das vacinas. A política da Anvisa mostra que se por um lado a agência passa a ceder a pressão das grandes manifestações que vem tomando conta do país, por outro lado, mantém também a defesa dos interesses dos países imperialistas, sobretudo dos Estados Unidos, que deseja manter o monopólio da vacina no país.

A política serviçal dos golpistas é vista desde o início da pandemia. O governo brasileiro não só busca garantir o monopólio imperialista dentro do próprio país, como também, saiu em defesa das criminosas patentes farmacêuticas, que impedem que as vacinas sejam produzidas em todos os países.

Com a aprovação provisória das vacinas russa e indiana, fica claro a necessidade de continuar a mobilização contra os golpistas. As manifestações realizadas em todo país já se mostram um grande ponto de pressão contra a política da burguesia brasileira.

Fica visível que apenas tomando às ruas, mobilizando toda classe trabalhadora, que as principais reivindicações da população serão atendidas. Por isso, mais do que nunca, é fundamental continuar a mobilização, fazer do dia 19 de junho um dia de manifestações capaz de reunir milhões por todo país, e levar assim a frente a derrubada do governo golpista.

É necessário desde já realizar uma intensa campanha de agitação política nas ruas. As manobras que o regime golpista está sendo forçada a realizar não devem servir para confundir a população, é necessário impulsionar com ainda mais intensidade em meio ao enfraquecimento do governo. Todos os setores oprimidos devem ser chamados pelos partidos da esquerda e organizações populares, mobilizados em torno dos atos do dia 19, como também em uma mobilização permanente em todo país.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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