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Da redação – Os servidores municipais de São Paulo estão em greve desde o dia 4 fevereiro. A categoria reagiu a um golpe aplicado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) que confiscou o salário dos servidores aumentando a contribuição previdencial de 11% para 14%, além disso cria um fundo privado de aposentadoria que servirá para fazer falcatruas com o dinheiro arrecadado ao longo de toda vida dos servidores.

A proposta foi votada na madrugada do dia 26 de dezembro em uma manobra para burlar a mobilização da categoria. A política da prefeitura do PSDB faz parte de um plano geral da burguesia brasileira para acabar com os direitos dos trabalhadores brasileiros, achatar os salários e acabar com o direito a previdência. É a volta da escravidão!

Para tentar intimidar os trabalhadores que estão em greve, o prefeito orientou os chefes das unidades a pegarem os números dos servidores que estão em greve, aplicar falta injustificada e cortar o ponto. Algo absurdo e ilegal! Não há nenhum amparo legal para considerar falta injustificada, uma vez que a greve é um direito dos trabalhadores. Além disso, o corte de ponto é uma tentativa de esmagar a categoria pelo bolso. Entretanto, os dias parados sempre são negociados após o fim da greve, uma vez que as unidades demandam essa reposição pelos dias parados.

Manifestação unificada dos servidores municipais de São Paulo no dia 19/02/19

Ao contrário do que o prefeito esperava, a tentativa de intimidação não surtiu efeito. A greve ganhou a adesão de novos servidores. Até os diretores de escola decidiram aderir à greve diante de tamanho ataque!

A categoria realizou uma enorme assembleia na terça-feira (19) e passou por cima do presidente do SIMPEEM, Cláudio Fonseca (que é vereador e faz parte da base de governo de Bruno Covas) votando na outra proposta de paralisar a Marginal Tietê, parando a cidade! A marginal só não foi paralisada por conta de 20 policiais (que Cláudio Fonseca disse no carro de som que eram 400) e acabou manobrando para impedir tal feito.

Cláudio queria realizar um novo ato e manifestação somente na próxima semana e também perdeu a votação. A partir da proposta da Corrente Educadores em Luta (corrente de professores militantes e simpatizantes do PCO), a nova assembleia e ato ocorrerá nesta sexta-feira (22), para não dar tempo de a categoria esfriar os ânimos.

É preciso ampliar a greve a partir dos comandos regionais, aumentar a campanha junto à população para denunciar a política de Covas do PSDB de destruição dos serviços públicos e parar a cidade em atos massivos como uma demonstração de que os trabalhadores não aceitarão ser massacrados pacificamente.

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