O juiz da 13º Vara da Justiça Federal de Curitiba, Sérgio Moro, também conhecido como “Mussolini de Maringá”, responsável por julgar os casos da chamada operação “Lava Jato”, pediu nesta segunda-feira (5) exoneração do cargo de professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), onde lecionava Direito Penal desde 2007. Moro estava de licença do cargo desde 2016, quando abriu mão de dar aulas para se dedicar exclusivamente aos processos do golpe de Estado.

Moro viu sua popularidade derreter nos últimos tempos, quando casos obscuros não noticiados pela imprensa burguesa capitalista geraram dúvidas em relação a sua honestidade.

Mesmo sem ter direito por lei, Sérgio Moro recebe o benefício de auxílio moradia, no valor de quase R$ 5 mil, apesar de já ter imóvel próprio. Moro também nunca se defendeu e nem negou as acusações feitas pelo ex-advogado da empreiteira Odebrecht, Tecla Duran, que acusou um amigo de sua esposa, Rosângela Moro, de intermediar negociações extrajudiciais de abatimento no valor de multas em relação aos processos da operação Lava Jato.

Outra pedra no sapato do magistrado são os cursos criados para denunciar o golpe de estado de 2016. Até o momento 17 universidades brasileiras criaram cursos em relação a esta matéria, inclusive a UFPR.

Ao que tudo indica, depois de condenar Lula sem provas e criar as condições para sua prisão, Moro deve se mudar para outro país, longe da desaprovação e pressão popular contra sua pessoa.  

Segundo a revista Veja, Moro deve aceitar nos próximos dias o convite para estudar em alguma universidade dos Estados Unidos já no ano de 2019.

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