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É preciso intensificar campanha por novas mobilizações

23/04/1961

60 anos do Putsch de Argel

Um grupo de generais aposentados das Forças Armadas da França organizou um golpe de Estado para interromper as negociações secretas do governo com a Frente de Libertação Nacional

Generais golpistas queriam a continuidade da guerra colonial contra o povo argenlino – Foto: Reprodução

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Entre os dias 21 e 26 de abril de 1961, em meio à Guerra da Argélia, um grupo de generais aposentados das Forças Armadas da França colocou em prática um plano de golpe de Estado para derrubar o presidente Charles De Gaulle. Faziam parte do grupo os seguintes oficiais: Maurice Challe (55, antigo comandante-em-chefe na Argélia francesa), Edmond Jouhaud (56, o antigo Inspector Geral da Força Aérea Francesa), André Zeller (63, antigo oficial do Exército de Terra Francês) e Raoul Salan (61, antigo comandante-em-chefe na Argélia francesa).

A ideia dos militares golpistas era derrubar o governo, que estabelecera negociações secretas com a organização guerrilheira Frente de Libertação Nacional (FNL) da Argélia. Na sequência, os generais pretendiam implantar um regime reacionário, marcado pelo anticomunismo e que impedisse quaisquer negociações com a organização independentista argelina. Para eles, a guerra colonial contra o povo argelino deveria continuar a todo custo.

Os êxitos na luta guerrilheira na Argélia causaram uma crise política na metrópole colonial. Apesar da repressão política e todas as atrocidades cometidas pelas Forças Armadas da França, uma das mais bem treinadas e equipadas do mundo, a FLN conseguia avançar na mobilização e luta popular pela independência da Argélia. As táticas de guerrilha urbana da FLN chegaram aos cinemas pelo filme A Batalha de Argel.

Os planos dos generais golpistas previam duas partes: o controle das principais cidades argelinas, Argel, Oran e a tomada da capital Paris. O coronel Antoine Argoud lideraria a operação na capital francesa, com a tomada dos aeroportos estratégicos por tropas de paraquedistas. Contudo, no território colonial, os comandantes militares de Oran e Constantina se recusaram a obedecer às ordens do general Maurice Challe. As movimentações golpistas chamaram a atenção do primeiro-ministro Debré, através dos serviços de inteligência.

O presidente Charles de Gaulle, uma vez informado sobre o que estava acontecendo, proibiu em 22 de abril os voos e decolagens dos aeroportos de Paris. Uma ordem foi emitida de resistir ao golpe “por todos os meios necessários”. De Gaulle foi à televisão, denunciou o golpe e ordenou que o povo e os militares o ajudassem.

Em 1961, já se colocava abertamente a derrota da França frente à mobilização guerrilheira da FLN na Argélia. As movimentações golpistas foram expressão da crise deflagrada pelas seguidas derrotas políticas e militares. Para tentar impedir a independência, os franceses cometeram todos os tipos de atrocidades contra os argelinos e diversas lições dos manuais de torturas, que chegaram às mãos dos militares na América do Sul, foram elaborados no decorrer da Guerra da Argélia.

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