IMG-20190110-WA0018
|

Na próxima sexta-feira (08), os movimentos populares irão organizar atos de solidariedade e apoio ao povo da Venezuela em frente a todos os consulados venezuelanos espalhados pelo Brasil e também à embaixada em Brasília.

A realização dos protestos foi aprovada em reunião do Comitê Nacional Lula Livre na última quarta-feira (30). O Comitê é composto pelas principais organizações populares do País, como CUT, MST, PT e outros partidos de esquerda como o PCO.

Trata-se de um importante passo dado pelas organizações da classe trabalhadora brasileira no sentido de lutar contra a possível invasão imperialista na Venezuela.

O país vizinho está sofrendo com a escalada brutal da ofensiva do imperialismo contra o governo do presidente legítimo Nicolás Maduro. Aproveitando-se do cenário desfavorável à Venezuela na região, com golpes de Estado e eleições fraudulentas que levaram a extrema-direita ao poder (como no Brasil, com Bolsonaro), o imperialismo iniciou uma nova fase golpista contra o governo nacionalista bolivariano.

Maduro tomou posse para seu segundo mandato no último dia 10, uma vez que foi eleito no ano passado com amplo respaldo da população. No entanto, como de costume, o governo dos Estados Unidos não reconheceu o governo Maduro e mobilizou seus fantoches, como a oposição golpista venezuelana e os governos de direita da América Latina, para pressionarem política e economicamente a Venezuela, a fim de que haja novas eleições.

O deputado Juan Guaidó, de extrema-direita, se autoproclamou presidente do país, mesmo não tendo concorrido às eleições e, portanto, sem voto nenhum, e sendo um completo desconhecido do povo venezuelano. O imperialismo prontamente o reconheceu como presidente da Venezuela, e novamente mobilizou seus capachos para acatarem a ordem.

Além disso, a direita golpista, com todo o apoio do imperialismo, ergue um estado paralelo na Venezuela, a fim de substituir as instituições eleitas pelo povo e de hegemonia chavista. São absolutamente ilegais e ilegítimas as instituições da direita, incluindo a própria Assembleia Nacional a qual pertence Guaidó.

A direita também tenta dividir as forças armadas e o próprio chavismo, investindo em insurreições militares (que até o momento fracassaram) e na manipulação de manifestações para passar a impressão de que Maduro não tem mais apoio popular. Entretanto, o que a imprensa capitalista esconde é que, todos os dias, milhares de venezuelanos saem às ruas em manifestações de massa apoiando o governo, rechaçando a direita e se declarando prontos a enfrentar uma eventual invasão imperialista.

Devido à Venezuela ser um dos últimos bastiões da resistência popular na América Latina tomada por golpes de direita, a esquerda brasileira não deve pensar duas vezes antes de prestar apoio incondicional ao povo venezuelano em sua resistência contra o golpe imperialista.

O destino da Venezuela está totalmente atrelado ao destino da classe trabalhadora brasileira. A queda de Maduro significaria uma vitória importantíssima de Bolsonaro e da extrema-direita brasileira e uma desmoralização da esquerda. Por outro lado, se o chavismo resistir e vencer o golpe, derrotando a direita e o imperialismo, abre-se uma crise em todos os regimes golpistas da região, principalmente no Brasil, e será um impulso para o movimento operário brasileiro se radicalizar em sua luta contra o golpe e para seguir o exemplo dos venezuelanos, derrubando Bolsonaro e erguendo um governo dos trabalhadores.

Por isso, está na ordem do dia uma ampla campanha nacional de mobilização popular contra a intervenção imperialista na Venezuela, contra o golpe da direita, em defesa do governo e do povo venezuelanos e pela expropriação da burguesia. Toda a solidariedade ao povo venezuelano! Abaixo a direita golpista! Fora imperialismo da América Latina!

A Venezuela tem consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Boa Vista e Belém, além da embaixada em Brasília. Saiba os endereços aqui.

Relacionadas