Grito dos Excluídos
Fazer do 7 de setembro, um dia vermelho, de luta pelo Fora Bolsonaro
É preciso mobilizar com as cores da esquerda e com uma reivindicação mais geral que unifique a luta dos explorados contra o governo e o regime golpistas
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Grito dos Excluídos
Fazer do 7 de setembro, um dia vermelho, de luta pelo Fora Bolsonaro
É preciso mobilizar com as cores da esquerda e com uma reivindicação mais geral que unifique a luta dos explorados contra o governo e o regime golpistas
Grito dos Excluídos em Brasília, em 2016. Foto: Lula Marques/AGPT
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Grito dos Excluídos em Brasília, em 2016. Foto: Lula Marques/AGPT

Está se aproximando o dia 7 de setembro, data em que se celebra a independência do Brasil, tradicionalmente usado pela direita para fazer demagogia patrioteira. Sob o governo golpista e ilegítimo de Jair Bolsonaro, a ocasião certamente será usada para a propaganda política rasteira da extrema-direita. Por outro lado, também será dia de mais um Grito dos Excluídos, de protesto popular contra as políticas da direita golpista, que aprofundam a miséria no meio da população.

Na atual conjuntura, em que se manifesta a tendência à mobilização contra o governo, como se viu nos gigantescos atos por todo o País em maio, junho e agosto, não se trata de um Grito dos Excluídos como os outros, mas de uma oportunidade para manifestar mais uma vez a oposição das massas a esse governo neoliberal que tem como programa a destruição da economia nacional e o ataque a amplos setores do povo, com cortes de gastos, ataques ao patrimônio público e destruição de direitos.

Portanto, é mais uma oportunidade de levantar a palavra de ordem mais popular nas ruas: Fora Bolsonaro! E de levar às ruas as cores da esquerda e dos trabalhadores organizados para lutar por seus direitos: o vermelho. Um ato contra os coxinhas e contra a extrema-direita verde e amarela. Um protesto inequivocamente de esquerda, para exigir o fim do governo, em torno de uma reivindicação clara capaz de juntar em si todos os pontos de oposição das massas ao governo.

A oposição parcial aos cortes na educação e à reforma da Previdência já demonstrou que não pode levar à derrota do governo. É preciso uma reivindicação mais geral que junte em si todas as pautas contra o governo ilegítimo de Bolsonaro. Contra as privatizações, contra os cortes em programas sociais, contra o roubo das aposentadorias, contra a perseguição política à esquerda e aos sindicatos etc, todas essas reivindicações podem ser expressas por meio de uma única palavra de ordem: Fora Bolsonaro!

É preciso aproveitar o fato de que o 7 de setembro já é marcado por mobilizações todos os anos e ir às ruas com essa palavra de ordem. Essa é mais uma chance para organizar a luta contra o governo golpista e levar os trabalhadores a uma política capaz de derrotar a direita golpista e mudar a situação política. É crucial agora levar adiante uma política pelo fim do governo. Bolsonaro já demonstrou que o país não suporta seu governo até o final do mandato. Até 2022 o Brasil estará destruído pela extrema-direita e seu programa neoliberal. É preciso impedir nas ruas esse desfecho. Fora Bolsonaro!