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Às ruas

Dia 29 de maio: ato presencial e de massas

A mudança de rota na política das direções indica que estamos entrando não só num período de mobilizações e atos de rua, presenciais, mas também de massas.

Ato na Av. Paulista, com a participação das principais organizações de massas do país – Foto: Reprodução

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O conjunto da esquerda nacional aprovou , na última terça-feira (11), a realização de um dia nacional de mobilização a ser realizado no dia 29 de maio. A decisão foi tomada na III Plenária Nacional de Organização das Lutas Populares, que reuniu organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Central dos Movimentos Populares (CMP), além dos principais partidos políticos da esquerda e outros movimentos e agrupamentos sociais importantes.

É importante esclarecer desde já uma dúvida que o leitor eventualmente posso ter, levando-se em consideração o histórico recente dos “eventos” chamados pela esquerda: não se trata de um ato virtual, uma “live” na internet ou uma reunião por videoconferência. Trata-se de uma manifestação de rua, presencial, marcada para acontecer num local físico e público.

A decisão de realizar o ato consiste numa grande vitória do movimento popular em geral e também numa vitória do Partido da Causa Operária em particular, que desde início da pandemia se recusou a sair das ruas e combateu intransigentemente a política do “fica em casa”.

O “fica em casa” está sendo superado pela pressão das necessidades da luta de classes. Os frutos dessa política de letargia e medo foram absolutamente catastróficos. A ausência de luta por parte das direções políticas da esquerda deixou na mão da direita golpista, tanto a bolsonarista quanta a “científica”, a administração da crise sanitária e econômica em que o país está afundado. Os resultados são bem conhecidos.

A crise da pandemia explodiu, o sistema hospitalar nacional entrou em colapso e caminhamos firmes rumo à marca de 500 mil mortos pelo vírus, um resultado que só pode ser tributado à política farsesca e demagógica do regime político de conjunto, seja na sua esfera federal, estadual ou municipal. A crise social e econômica, que deita raízes no aprofundamento da crise capitalista mundial e é estimulada pela política neoliberal da direita, escalou com a pandemia e abriu caminho para a ampliação de fenômenos verdadeiramente catastróficos e dramáticos: cerca de 60 milhões de brasileiros já estão em situação de fome, e o cenário de miséria e degradação social se expande a olhos vistos em todas as cidades. Ao mesmo tempo, a extrema direita, com as mãos livres, continuou marcando passo e se reorganizando, chegando em determinados momentos a ocupar sozinha as ruas, fato gravíssimo do ponto de vista político.

O “fica em casa” sempre foi uma política baseada numa ficção. Apoiava-se numa premissa que nunca encontrou correspondência com a realidade: a de que a maioria do povo brasileiro poderia ficar em casa, fazendo “home office”.  Pesquisa recente realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou que apenas 9% dos trabalhadores que não foram afastados durante a pandemia estavam em home office, algo em torno de 7 milhões de pessoas. Ou seja: o “fica em casa”, desde o início, sempre foi uma possibilidade aberta a apenas uma ínfima minoria da população. A massacrante maioria da força de trabalho brasileira nunca soube o que era o trabalho remoto. Mais do que uma medida de saúde pública, tratava-se de uma operação política.

A agravamento da crise social, econômica e política criou as bases objetivas para a superação dessa política inócua. Era necessário, no entanto, um elemento ativo, subjetivo, que consolidasse da mudança de qualidade na situação política. Esse elemento foi dado, sobretudo, pelos atos de rua do dia 31 de março e de 1º de Maio, chamados pelo PCO, pelos Comitês de Luta e outras organizações.

Esses atos marcaram definitivamente um ponto de inflexão no quadro político. Pelo seu tamanho e pelo conteúdo político que expressaram, os atos confirmaram que a mobilização popular de rua não só é possível, como também é uma necessidade premente. Os atos serviram como um canal por onde as tendências represadas de luta do povo puderem se manifestar.

E os diques de contenção parecem mesmo que não suportaram a força das águas da mobilização.  Logo após o ato de 1º de Maio, vieram o ato de rua chamado pelo MTST no dia 7 de maio e as manifestações em todo o País contra a chacina na favela do Jacarezinho, ocorridas imediatamente após o acontecimento e que culminaram nos protestos do dia 13 de maio.

A mudança de rota na política das direções indica que estamos entrando não só num período de mobilizações e atos de rua, presenciais, mas também de massas. De um lado, estão na jogada as principais organizações de luta do povo. A maior (e única, na verdade) central sindical do país, a CUT, participará do ato no dia 29. A maior organização de luta pela terra no Brasil, o MST, também participou da aprovação do ato. A Central de Movimentos Populares, que agrupa centenas de movimentos ligados a moradia, saúde, mulheres, negros etc., também conferiu seu apoio à iniciativa. Isso para não falar dos partidos políticos, como é o caso do PT, o maior deles, que também participarão da organização e preparação do ato.

Mas, além da participação de verdadeiras organizações do povo, o ato terá um caráter “de massas” pelo seu conteúdo, pelas reivindicações em torno das quais a mobilização se dará. O ato deve levantar as reivindicações mais imediatas e fundamentais das massas populares: vacinação imediata para todos, quebra das patentes das vacinas, redução da jornada sem redução salarial para combater o desemprego, auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, entre outras. Seu eixo político central deve ser: Fora Bolsonaro e todos os golpistas!, uma palavra de ordem que vai ao encontro das aspirações mais profundos do povo pobre e explorado.

O tempo das lives, carreatas, atos simbólicos e virtuais não deixará saudades. Que o período das verdadeiras mobilizações comece!  É preciso fazer uma amplo trabalho de agitação nas fábricas e em outros locais de trabalho, nos bairros populares, nos terminais e estações de trens e metrôs, de forma a divulgar e chamar a população para o ato. Mais do que nunca, é fundamental estimular, desenvolver, dar forma consciente e organizada à tendência de mobilização das massas que ganha progressivamente mais força.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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Com milhares nas ruas, Brasil terá frio recorde - Resumo do Dia nº 790 - 26/07/21

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