Dia 29, ato da Globo: Presidente da Som Livre defende #EleNão na premiação do Multishow

marcelo soares

O caráter direitista do ato do dia 29 e da campanha “#elenão, em nome de uma suposta defesa das mulheres contra o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, fica cada  vez mais evidente com o apoio aberto e declarado que tal campanha vem recebendo de setores da própria direita, os mesmos que já vinham dando impulso a esse movimento. A estratégia tem objetivos eleitorais e visa consolidar a vitoria dos setores mais abertamente golpistas ligados diretamente ao imperialismo nas eleições desse ano. Para tanto, utilizam o candidato da extrema direita, Bolsonaro, como um espantalho, um monstro horrível que precisa ser derrotado a qualquer custo em nome da democracia.

Quem comanda essa campanha, no entanto, são aqueles que ha dois anos deram um golpe de estado no pais e derrubaram a primeira mulher eleita presidenta, Dilma Rousseff. Isso ficou evidente na propaganda publicitaria do PSDB dessa ultima terca-feira, 25. Em seu programa eleitoral, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, aparece aderindo ao movimento “#elenão, faz demagogia barata se colocando em defesa das mulheres e dos negros, logo ele, Alckmin, que comanda uma das policias mais fascistas do pais, que a cada ano massacra milhares de jovens negros nas periferias das cidades do estado, que impôs, durante os mais de 20 anos de PSDB em São Paulo, um governo de terra arrasada, de destruição da saúde, da educação, sucateando escolas e atacando duramente a categoria dos professores, uma categoria majoritariamente feminina. Alckmin que se coloca ao lado dos pobres, contra o fascista Bolsonaro, foi também, junto ao seu partido, responsável pelos mais sanguinários massacres contra a população pobre e trabalhadora nos últimos anos no pais, haja vista a brutal repressão no Pinheirinho em 2012, e a política de terror levada a cabo por outro tucano, Joao Doria contra a população pobre na capital do estado.

Ou seja, o movimento contra Bolsonaro nao passa da mais pura manobra eleitoral organizada pelos donos do golpe a favor de seu candidato predileto. Como dissemos, a cada dia o caráter direitista da campanha fica mais evidente. Depois do PSDB  expor o que já era denunciado, a sua participação na direção do movimento“#elenão, foi a vez da própria rede Globo, umas das principais organizações golpistas do pais, também deixar evidente que a campanha “#elenão esta sob sua direção.

Durante a premiação Multishow nessa terça, Marcelo Soares, o presidente da Som Livre, uma empresa ligada diretamente a Globo, se colocou a favor da campanha contra Bolsonaro, enquanto defendia a cantora Marília Mendonça. Esta não teria participado do evento por supostamente estar recebendo uma serie de ameaças nas redes sociais de pessoas ligadas a Bolsonaro, por justamente ter se colocado a favor da campanha“#elenão.

Falando, como não poderia deixar de ser, em nome das mulheres, o presidente da Som Livre denunciou o ódio e as ameaças contra a cantora. Um cinismo e uma hipocrisia descarada. Não ha uma organização mais inimiga das mulheres no pais do que a rede Globo. A Globo, junto com seus lacaios golpistas organizaram uma das campanhas mais sórdidas, violenta e nefasta contra a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Vale lembrar que a corja bolsonarista que hoje late contra as mulheres e obra da própria rede Globo e de sua campanha de ataque calunioso contra Dilma Rousseff. A Globo também, assim como o PSDB, e a favor da política de terra arrasada dos golpistas, da retirada de todos os direitos da população e do corte integral de qualquer investimento nas áreas sociais, um dos setores que estão sendo e serão ainda mais afetados por essa política e logicamente as mulheres.

Nesse sentido o ato do dia 29 e um ato da direita dos donos do golpe, que buscam manipular uma parcela da esquerda em prol dos seus próprios interesses. E preciso afirmar que o ato dia 29 e um ato da Globo, do PSDB, dos banqueiros, dos monopólios internacionais, ou seja, dos piores inimigos do povo brasileiro, inimigos históricos do pais, muito mais violentos e monstruosos do que Bolsonaro, o qual, perto deles, parece um cachorrinho de madame.