Lula ou nada!
Em defesa dos direitos democráticos do ex-presidente Lula e de sua candidaturam, às ruas!
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Defender Lula é defender os direitos do povo brasileiro. | Reprodução
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Defender Lula é defender os direitos do povo brasileiro. | Reprodução

Conforme o chamado realizado pelo Comitê Nacional Lula Livre, após reunião com o próprio ex-presidente Lula, o dia 27 de fevereiro será uma data de extrema importância, marcando a volta dos atos em defesa de Lula.

Ocorrendo em duas das principais cidades do País, São Paulo e Brasília, os Comitês de Luta, junto ao Partido da Causa Operária, endossam a convocação chamando a todos a participarem destas manifestações.

A importância das manifestações

Após inúmeras revelações a respeito dos crimes cometidos pela operação Lava Jato contra os direitos democráticos de Lula, os trabalhadores brasileiros voltaram a se agitar em torno da defesa de seus direitos e de sua candidatura em 2022, como resposta ao governo Bolsonaro e ao golpe de Estado. Contudo, mesmo que as eleições sejam apenas no próximo ano, a campanha em defesa do ex-presidente necessita ser imediata.

Lula é a maior liderança política da classe trabalhadora, e desde o golpe de 2016, contra Dilma Rousseff, o ex-presidente vem sendo vítima de uma brutal perseguição política da burguesia golpista e do imperialismo.

Acusado de dois crimes inexistentes, nunca comprovados pela justiça golpista, Lula fora preso em 2018, e impedido de concorrer para as eleições presidenciais das quais era favorito a ser vitorioso. A retirada de seus direitos políticos possibilitou a vitória do fascista Jair Bolsonaro, em um histórico estelionato eleitoral, e o aprofundamento da ditadura em todo o País. Isso com o apoio de toda a direita golpista nacional, que hoje procura aparecer como oposição.

Lula é peça chave de todo este jogo político. Para a burguesia, sua presença ativa na luta contra o golpe, estando presente nas eleições presidenciais, abrirá uma grande crise no regime político, aumentando a polarização e o radicalismo dos trabalhadores.

Por outro lado, a esquerda pequeno-burguesa abandona Lula, na tentativa de se adaptar ao regime golpista. Contudo, o ataque feito ao ex-presidente não é um mero ataque à sua figura, como uma política da ofensiva golpista contra todo o povo brasileiro. Se Lula pode ser atacado, que dirá o trabalhador da periferia. É a consumação da perseguição política no País, e da ditadura contra os trabalhadores.

Lula deve ser o candidato da esquerda em 2022

Enquanto esta perseguição política é feita, a esquerda pequeno-burguesa passou a adotar a famosa política de “frente ampla”. Como visto no exemplo das eleições da Câmara dos Deputados, esta política tem como único propósito colocar os trabalhadores a reboque de uma política golpista, levando inevitavelmente toda a esquerda a uma profunda derrota.

Se contrapondo a toda esta política, está a luta pelos direitos de Lula. Para a população brasileira, Lula é o “candidato natural”, uma liderança da luta contra os golpistas. Além disso, a defesa de sua candidatura impõe a necessidade de uma verdadeira mobilização dos trabalhadores, de um enfrentamento direto contra a burguesia brasileira.

Seus direitos políticos, e assim, sua candidatura, é boicotada diariamente, visando impedir que Lula saia candidato. Porém, como mesmo disse o ex-presidente, quando afirmou “estar à disposição” para lutar contra Bolsonaro, apenas a mobilização irá garantir seus direitos democráticos.

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Defender Lula é defender os direitos do povo brasileiro, logo, uma obrigação para todos os partidos de esquerda e organizações que lutam contra o golpe de Estado. Defender Lula só é possível mobilizando todos os setores da população oprimida, organizando manifestações e uma intensa campanha de agitação política.

Dessa maneira, a candidatura de Lula torna-se o ponto de convergência de todas as organizações populares, não apenas do ponto de vista eleitoral, Lula tem uma enorme influência dentre os trabalhadores. Sua candidatura é assim, um impulso para mobilização política em todo o País.

Todos às ruas!

Assim como nos três atos realizados sob o chamado do Partido da Causa Operária e dos Comitês de Luta em Curitiba, que reuniu milhares de pessoas exigindo a libertação de Lula, os atos deste sábado devem ser amplamente convocados.

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Atos de 2018 em Curitiba.

Por isso, o PCO está mobilizando militantes de todas as partes do País para se fazerem presentes nos atos nacionais em defesa do ex-presidente, que ocorrerão simultaneamente em Brasília e São Paulo. O chamado, também feito pelos Comitês de Luta, visa reunir todos os ativistas, dando um impulso inicial para esta fundamental campanha.

A agitação política em torno dos atos, assim como em 2018, é preparada todos os domingos, nos mutirões nacionais realizados pelo PCO em todas as partes do País. Recolhendo assinaturas contra os processos do ex-presidente, divulgando panfletos em sua defesa, e realizando uma intensa agitação política chamando os trabalhadores a se mobilizar.

Dessa maneira, o PCO chama a todos os trabalhadores, a tomarem as ruas de São Paulo e Brasília neste sábado. Marcar a presença neste ato é fundamental para o desenvolvimento da campanha.

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Esta mobilização, deve ser a primeira de muitas outras que deverão vir. O PCO irá fazer, neste ano de 2021, a defesa do ex-presidente Lula ser a principal campanha política nas ruas de todo o País. Assim como em 2018, é necessário impulsionar a base de todos os partidos da esquerda e suas organizações.

Além disso, ela servirá como forma de dar o tom de como será a campanha em defesa do ex-presidente. Indo na contramão da política capituladora da esquerda pequeno-burguesa, o ato público servirá para mostrar como deve prosseguir a mobilização dos trabalhadores.

Com o desenvolvimento de uma real campanha, a burguesia se verá forçada entre ou permitir que Lula seja candidato, ou sofrer as consequências da radicalização política dos trabalhadores. Servirá assim, como forma de impulsionar a campanha contra o golpe de estado, pela derrubada do regime golpista, aprofundando a crise no interior da burguesia.

A vitória desta mobilização, abre as portas para uma campanha por um governo de trabalhadores, sem alianças com os golpistas, com uma nova constituinte popular.

Por isso, neste sábado (27), todos devem ir às ruas em defesa dos direitos políticos do ex-presidente Lula e de sua candidatura em 2020.

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