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No último domingo (26), a extrema-direita saiu às ruas para tentar dar uma sobrevida ao moribundo governo Bolsonaro. Em todo o país, os atos foram um fracasso, expressando a crise em que se encontra o regime político estabelecido após o golpe de Estado de 2016.

Além de as manifestações terem contado com uma baixa adesão, estas tiveram um caráter visivelmente artificial. Muito dinheiro foi investido, como pôde ser visto no porte dos carros de som utilizados e em peças de propaganda como o boneco de Sérgio moro vestido de super-homem e como nos outdoors em defesa da reforma da Previdência.

Motivos não faltaram para que os bolsonaristas fossem às ruas no último domingo. O próprio Jair Bolsonaro apelou pessoalmente para que seus apoiadores participassem das manifestações, empresários coagiram seus empregados a integrarem os atos e figurantes foram contratados para vestirem uma roupa verde e amarela e segurar cartazes ridículos. Mesmo assim, os atos passaram longe de atingir o efeito necessário para que o governo se recompusesse…

A artificialidade dos atos do último domingo é uma característica das mobilizações da direita brasileira. Impopular, a direita só consegue realizar manifestações através de manobras por meio de chantagens, da contratação de figurantes, da cartelização da imprensa etc.

Para que os trabalhadores e setores democráticos desmascarem a artificialidade das manifestações da extrema-direita, é preciso intensificar a mobilização contra o governo Bolsonaro. É preciso ampliar e multiplicar as manifestações contra a direita de modo a tornar a base social bolsonarista irrelevante para a situação política e inviabilizar o governo. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!