Chacina da PM
Dia 2 em SP: ato em memória dos 27 anos do Massacre do Carandiru
A Frente Estadual pelo Desencarceramento SP está convocando todos a participarem do ato em memória dos 27 anos do massacre de Carandiru.
carandiru
Chacina da PM
Dia 2 em SP: ato em memória dos 27 anos do Massacre do Carandiru
A Frente Estadual pelo Desencarceramento SP está convocando todos a participarem do ato em memória dos 27 anos do massacre de Carandiru.
Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru). Foto: Heitor Hui
carandiru
Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru). Foto: Heitor Hui

No dia 2 de outubro, a partir das 17h30, acontecerá o ato em memória dos 27 anos do massacre ocorrido na Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida como Carandiru. O evento, que está sendo convocado pela Frente Estadual pelo Desencarceramento SP, terá como ponto de concentração a Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo.

O massacre de Carandiru, embora tenha acontecido há quase três décadas, é lembrado até hoje como um dos episódios de maior brutalidade policial da história recente do Brasil. Em 1992, após um princípio de rebelião, a Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, assassinou cento e onze detentos. Nenhum policial foi morto na operação.

Diante dos números assombrosos – cento e onze vítimas da ação policial sem qualquer baixa por parte da corporação repressora -, ficou claro a relação que o Estado burguês, por meio da Polícia, procura estabelecer em relação ao povo pobre e negro do país – uma relação da mais dura opressão e repressão possível, por meio do terror e até mesmo do assassinato.

O massacre de Carandiru não foi, nem de longe, o único caso em que os presos brasileiros – muitos deles, presos sem terem sido julgados ou condenados por crimes artificiais, como o tráfico de drogas – foram triturados em uma carnificina. Ao longo desses 27 anos, centenas de trabalhadores que foram arrastados até as masmorras brasileiras foram brutalmente assassinados. Apenas em 2019, mais de cem presos foram mortos nas chacinas de Altamira e de Manaus, no Norte do país.

Após o golpe de 2016, a situação dos presos – bem como a de toda a população em geral – piorou drasticamente. A Operação Lava Jato e todas as demais manobras realizadas em conjunto pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelo Poder Judiciário criaram condições para que a presunção de inocência fosse liquidada – e que, portanto, o número de prisões aumentassem. O pacote anticrime proposto pelo ministro fascista Sergio Moro dará ainda mais poder para que os policiais enjaulem todos os que foram considerados indesejados pela burguesia.

Diante disso, é preciso aproveitar a memória dos 27 anos do massacre de Carandiru para reivindicar o cumprimento dos direitos democráticos da população e para travar uma luta política contra a direita golpista que está acabando com o país. Liberdade para todos os presos políticos! Não à maioridade penal!