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As grandes manifestações ocorridas por todo o país na quarta-feira, dia 15, que reuniram mais de um milhão de pessoas, é a prova cabal de que não se trata de um fenômeno de última hora, como simples resultado do anúncio pelo governo do corte do orçamento das universidades públicas, mas é o resultado do acúmulo crescente da revolta contra o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro e o regime golpista de conjunto, que tomou um grande impulso já no carnaval, com as manifestações populares de repúdio ao presidente eleito.

Essa constatação elementar traz à tona a política dos partidos da esquerda burguesa e pequeno-burguesa e das direções dos movimentos de luta dos trabalhadores e da juventude como elementos fundamentais, concientes, em promover uma política de represamento das lutas populares, que já se colocavam desde o impeachment da presidenta Dilma.

O eixo central dessa política de contenção é justamente desviar o crescente descontentamento popular, que só pode se expressar de um ponto de vista objetivo nas manifestações de rua, para uma política de tipo parlamentar, eleitoral em última instância, de colocar nos marcos do próprio regime golpista uma “saída” para o descontentamento popular. Apontando como caminho a espera por novas eleições e/ou um acordo politico com setores golpistas, inclusive, visando garantir a estabilidade do governo atual.

Essa política é danosa em todos os sentidos. Primeiro, não foi capaz em nenhum momento em conter o avanço do golpe de Estado, muito pelo contrário. Dilma sofreu o impeachement; Lula foi perseguido, condenado e preso; o golpe garantiu, mesmo que pela fraude, a vitória do seu candidato nas eleições. E os ataques contra as condições de vida e trabalho da maioria da população não pararam de crescer.

Durante os quase cinco meses de governo Bolsonaro, mesmo com toda a crise intestina entre as alas que apoiam o governo de extrema-direita, mesmo com o povo repudiando Bolsonaro no carnaval, a esquerda pequeno-burguesa alardeava aos quatro cantos que o “governo era forte”, o “governo tem apoio popular”, portanto, toda a perspectiva deve ser jogada em um “frente ampla de oposição” (no Congresso Nacional), cuja maior perspectiva “são as eleições de 2020 e 2022”.
Mais eis que, em “um belo dia” do início de maio de 2019, o governo Bolsonaro ao decretar o corte de mais de 30% das verbas de custeio das universidades, dá um “tiro no próprio pé”, lança a faísca que faltava para as massas tomarem as ruas. E as massas de fato tomaram as ruas, como se viu nas mais de de 300 cidades de Norte a Sul do país, em atos massivos que há muitos anos não se via no Brasil, tendo como palavra de ordem central “Fora Bolsonaro”.

As grandes manifestações foram uma derrota para a direita, para o golpe, mas, também, para a política da esquerda pequeno-burguesa, que só tem como perspectiva as “iniciativas” por dentro do carcomido regime político e nas sua crença no cada vez menos inexistente regime democrático, apontando para as eleições de 2020 e 2022.

O povo fez o que há tempos queria fazer. Abriu-se uma nova etapa política na luta de classes no País. A questão central que agora se coloca é a de quebrar de vez com as amarras impostas pela política reacionária de setores da esquerda ao movimento.

Nessa nova etapa a palavra de ordem “Fora Bolsonaro e todos os golpistas” é a única que aponta para uma ampla mobilização capaz de por termo ao golpe de Estado no Brasil e abrir uma nova perspectiva para os trabalhadores e o conjunto dos explorados do país.

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