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Freio de mão puxado
Dia 13, excesso de zelo contra a mobilização
O ato foi muito combativo por parte da militância, que acompanhou o chamado a ocupar Curitiba no dia 27/10. Por outro lado mostra a política de contenção por parte das direções
An inflatable figure of Brazil's former president Luiz Inacio Lula da Silva is seen during a protest while he is serving a prison sentence in Sao Paulo
Freio de mão puxado
Dia 13, excesso de zelo contra a mobilização
O ato foi muito combativo por parte da militância, que acompanhou o chamado a ocupar Curitiba no dia 27/10. Por outro lado mostra a política de contenção por parte das direções
Ato Justiça para Lula na avenida Paulista, em São Paulo 13/10/2019 (Rahel Patrasso/Reuters)
An inflatable figure of Brazil's former president Luiz Inacio Lula da Silva is seen during a protest while he is serving a prison sentence in Sao Paulo
Ato Justiça para Lula na avenida Paulista, em São Paulo 13/10/2019 (Rahel Patrasso/Reuters)

No último domingo (13) ocorreu em São Paulo o ato “Justiça para Lula”, que reuniu algumas milhares de pessoas na Avenida Paulista para reivindicar a liberdade e anulação de todos os processos contra o ex-presidente.

O ato foi muito combativo por parte da militância, que acompanhou entusiasticamente o chamado a ocupar Curitiba, no próximo dia 27 de outubro, para transformar o aniversário de 74 anos de Lula em um grande ato político pela sua imediata liberdade.

Por outro lado, o tamanho do ato, pequeno para a cidade mais importante do País, e o fato de não ter sido chamado em nenhuma capital (nem mesmo em Curitiba) mostra a política de contenção da mobilização por parte das direções. É contraditório, as bases querem fazer algo, tomar uma atitude contundente, mas essas direções não acreditam nas suas próprias bases.

 

 Intervenção do companheiro Antônio Carlos no ato Justiça Para Lula, dia 13 de outubro, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Esse episódio ajuda a entender porque com todo o apoio que o ex-presidente tem e o repúdio crescente contra o governo Bolsonaro, a campanha pela liberdade de Lula se desenvolve entre os trabalhadores e a população em geral e encontra enormes dificuldades dentro das direções de esquerda.

Isto fica claro também quando observada a preparação do ato do dia 27, que foi aprovado no último dia 21 na II Plenária Nacional  Lula Livre, porém, não conta com a convocação devida da maioria das direções. Também fica claro nas declarações recentes de dirigentes do PT, como o novo presidente da CUT, que disse para Lula aguentar na prisão e que é preciso “virar a página Bolsonaro”. Ao mesmo tempo em que o ex-candidato a presidente, Fernando Haddad, fez críticas à presidenta Dilma em favor da política neoliberal.

A disposição da militância em lutar pela liberdade do ex-presidente nas ruas é muito grande, como visto no ato do último dia 14 de setembro em Curitiba. Por isso, para prosseguir com a mobilização e romper com as amarras da vacilação das direções, é necessário colocar todos os esforços no ato do próximo dia 27 de outubro em Curitiba, pela anulação de todos os seus processos contra Lula e da operação golpista Lava Jato.