DF: PSOL e PSTU se juntam com a direita contra os sindicatos na campanha salarial dos bancários

Brazil's interim President Michel Temer gestures during a ceremony where he made his first public remarks after the Brazilian Senate voted to impeach President Dilma Rousseff, at the Planalto Palace in Brasilia

Setores que se travestem de “oposição” à atual direção do Sindicato dos Bancários de Brasília – Csp/Conlutas, PSOL, PSTU e seus satélites, se aliaram, nessa campanha salarial, ao setor mais direitista da categoria que defendiam a não aceitação do acordo com a Fenaban apenas por discordar com o desconto negocial de 1,5% que visa fortalecer as organizações dos trabalhadores.

É necessário salientar o papel direitista do setor que se diz de “oposição” à atual direção do sindicato dos bancários de Brasília nessa campanha salarial. Se colocaram contra a proposta dos banqueiros apenas para marcar posição, e se alinharam com a direita na assembleia por discordarem do desconto negocial de 1,5% que será revertido para as organizações dos trabalhadores – após a “reforma” trabalhista do governo golpista de Michel Temer, aprovada no reacionário Congresso Nacional, liquidou-se com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e com o imposto sindical, como forma de ataque aos sindicatos fragilizando as entidades dos trabalhadores com o objetivo de aumentar a retirada dos direitos e conquistas da classe trabalhadora.

A tal “oposição” fez coro com uma representante da direita histérica que esbravejava, no microfone na assembleia que iria definir os rumos da campanha, que era um absurdo o desconto de 1,5% na PLR (Participação Lucros e Resultados) com a absurda justificativa que dirigente sindical não trabalhava e por isso o sindicato não deveria fazer jus à um desconto do valor recebido pelos trabalhadores à titulo de participação nos lucros da empresa, nesse sentido a categoria não deveria aceitar o acordo até que se retirasse a cláusula do desconto negocial, ou seja, a divergência não se tratava em relação à proposta miserável dos banqueiros e sim com uma contribuição para fortalecer a entidade dos trabalhadores, o sindicato.

A aliança desse setor, que se diz “Oposição Bancária”, com a direita não é novidade. No processo golpista da farsa do impeachment comprado que derrubou a primeira presidenta mulher do País, eleita com mais de 54,5 milhões de votos, Dilma Rousseff, estavam juntos com os banqueiros e os capitalistas da Fiesp gritando em coro “fora todos”. São fervorosos defensores da unidade com a Força Sindical, do deputado pelego e golpista, “Paulinho da Força”, do partido da direita Solidariedade, que relatou a favor do projeto de terceirização sem limites, que vai afetar duramente a vida de dezenas de milhares de bancários.  Na recente eleição para a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) fizeram uma aliança com esta central pelega onde realizaram a convenção da chapa na sede do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, um dos berços dessa organização mafiosa. Nos bancários, com o apoio de toda a cúpula golpista do Banco do Brasil, depois de ter obtido menos de 3% de votos no primeiro turno, um dos seus representantes assumiu o cargo de “representante” dos trabalhadores no Conselho de Administração do banco. Nas eleições para o Sindicato dos Bancários de São Paulo se apresentaram com uma chapa com setores golpistas que defenderam o golpe de Estado (“fora Dilma”) e até mesmo a prisão de ex-presidente Lula e a criminosa operação Lava-Jato.

Um outro fato que chama a atenção é que a tal “Oposição”, que se arvora de luta, e esbravejam de que o desconto negocial será utilizado para sustentar pelego etc. e tal, estão entregando de mão beijada a Embraer para a norte-americana Boeing e ao invés de organizar os trabalhadores em uma gigantesca luta contra a privatização, pede para a venda seja vetada por aqueles que estão levando adiante a proposta de venda através de veto do golpista Michel Temer.

Mai ainda… toda essa conversa de que o desconto negocial é para “sustentar pelego” é conversa para boi dormir, já que também assinaram o acordo e irão fazer jus a valor arrecadado pelos poucos sindicatos que ainda dirigem nacionalmente.